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quinta-feira, 9 de março de 2023

A diversa importância dos salários médios (amostra para 42 países)

 

Sumário

1 - Um género de preâmbulo

2 - Desigualdades nos salários médios de 42 países

 

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1 - Um género de preâmbulo

A ideia de uma UE com componentes solidários e, tendencialmente uniformes no âmbito das condições de vida e dos rendimentos, é uma grosseira mentira, uma vez que as desigualdades vêm aumentando, com uma dicotomia entre países mais pobres e mais ricos, como se poderá observar no âmbito deste texto. A entrada mais recente na União, dos países do antigo Comecon ou, dos vários destroços que surgiram da guerra de desmembramento da antiga Jugoslávia (sob o alto patrocínio de Clinton e do papa Wojtyla) produziu a inserção daqueles países, sem que se tenham tornado particularmente reduzidas as diferenças face ao pequeno núcleo de países ricos – basicamente os países fundadores da UE ou, herdeiros de um alto nível de vida, como a Dinamarca, a Suécia, a Áustria.

A UE é uma hierarquia com vários patamares de membros – os ricos, os pobres e os outros, que flutuam entre as duas caraterizações mas, com pendor para a formação de regimes políticos oligárquicos, cada vez mais inchados com proto-fascistas, corruptos comuns e, essa coisa vaga designada por empresários. Da gaveta dos trastes saem, com frequência, entes como a von Leiden, o Borrell, o Michel, o “nosso” Costa, o Stoltenberg, perante a saudade deixada pelo fabuloso Boris. Num plano mais rasteiro, não esqueçamos o inenarrável Cravinho (filho); e, lá longe ou, lá em cima, como pretendam, paira o Biden como chefe desta tropa fandanga, tendo como ferozes acólitos o Blinken e a Nuland.

Os pequenos países dos Balcãs ou do Leste europeu, pelas suas carências económicas e fragilidades políticas, tendem a ser incorporados na UE e na NATO; esta última, completamente dominada pelos EUA, visa a disseminação pelo planeta de armamento norte-americano (cerca de 50% do negócio mundial em cada ano) como instrumento de guerra, de medo, de destruição, de chantagem; e, cuja compra compete a mordomos como os acima referidos.

Claro que toda essa movimentação se faz no âmbito de regras “democráticas”, mesmo quando envolve os repescados Leopardos, objeto de pousio durante mais de dez anos. Pretende-se a reentrada dos Leopardos na guerra da Ucrânia depois de oleados e sem ferrugem, numa operação que, entre outros, irá incluir o país mais pobre e menos instruído da Europa Ocidental (Portugal). A futura utilização dos Leopardos revela também que o arrastamento da guerra na Ucrânia ameaça a capacidade de produção das grandes produtoras de armamento - Lockheed Martin, Raytheon, Boeing, Northrop Grumman e General Dynamics; que, por óbvia coincidência, estão instaladas nos EUA, país que, tem o mapa-mundo pintalgado com mais de 500 bases militares pertencentes aos… EUA.

Porventura, a prever esse reequipamento, um mainato português, de nome Costa foi encarregado de entregar € 280 M ao impoluto Zelensky detentor de algumas poupanças registadas em Belize; no imobiliário londrino; e, quiçá para afetar a obras e custos de proteção e vigilância da vasta vivenda dos seus progenitores, sediada em território ocupado pela entidade sionista.

2 - Desigualdades nos salários médios de 42 países

Os salários são instrumentos essenciais na vida de quantos vivem ou… sobrevivem, essencialmente do esforço desenvolvido no desempenho de tarefas essenciais para os capitalistas. É sabido que estes ancoram, constantemente, as suas prerrogativas no esforço de tornar mais baixa a parcela dos salários no contexto da produção capitalista, soberanamente dirigida pela aliança entre patrões e burocratas estatais; mormente como executantes das tarefas que conduzem ao aumento do fosso entre rendimentos do trabalho e rendimentos do capital.

Assim, decidimos proceder a uma abordagem dos salários médios para o período 2000/21. Por um lado, contemplando os países com mais tempo de permanência na UE; com uma integração mais recente naquela instituição; e ainda, um grupo heterogéneo de países, essencialmente não-europeus (10). Mais especificamente,

2.1- Países europeus ricos que adotaram o euro (10)

2.2                - Países europeus ricos com moedas nacionais próprias (6)

2.3                - Países europeus não ricos mas que adotaram o euro (10)

2.4                - Países europeus não ricos e sem a adopção do euro (6)

2.5      - Países ricos não europeus (6)

2.6                - Países não europeus, nem ricos (4)


2.1- Países europeus ricos que adotaram o euro (10)

Para os países ricos que têm como moeda o euro, nota-se que em 2000 o Luxemburgo e a Alemanha apresentavam os valores mais elevados do salário médio, na proximidade dos € 35000. Em 2021, o Luxemburgo (€ 65500) coloca-se muito à frente dos restantes, fixando-se os Países Baixos no segundo posto (€ 55700) e, mostrando-se muito próximos, entre si, os valores vigentes na Alemanha, na Áustria, na Bélgica e na Irlanda (v. gráfico). Nos dois momentos de referência, a Itália e a França mostram-se com os valores mais baixos de crescimento do salário médio (48.9 e 49.6%, respetivamente); em termos monetários e, para os dois momentos de aferição, os salários médios mais baixos registam-se em Itália e Espanha.

2.2 - Países europeus ricos com moedas nacionais próprias (6)

No caso dos seis países europeus ricos que não adotaram o euro como moeda própria, a Suíça é o que apresenta os indicadores mais elevados, mesmo considerando os países que adotaram o euro, em 2000 e 2021.

Em 2000 ou em 2021, os salários médios mais elevados da Europa mostram-se no Luxemburgo (€ 35900 e € 65500) no âmbito da zona euro; fora da zona euro, na Europa os salários mais elevados registam-se na Suíça - € 46600 e € 90000 para os anos referidos. Os crescimentos salariais mais fortes, no período 2000/2021, nos países da Europa não adoptantes do euro, observam-se de novo, na Suíça (+92.3%) e na Islândia (+84.6%); entre os países que têm o euro como moeda corrente, o maior dinamismo regista-se no Luxemburgo (+82.6%) e na Finlândia (+81.8%).

A perda de relevância da Grã-Bretanha é evidente. Em 2000, o salário médio era o segundo mais elevado entre os países não integrantes na zona euro e, apenas ultrapassado pela Suíça. Em 2021 e, nos seis países referidos como tendo moeda própria, o salário médio só é mais baixo que na Grã-Bretanha, no caso da Suécia.

Para que fiquem mais evidentes as diferenças, na Europa, dos salários médios dos países mais ricos do continente – adoptantes ou não do euro – registe-se que, em 2021 o salário médio na Itália corresponde a metade do vigente no Luxemburgo; e que o salário médio nos Países Baixos vale tanto como dois salários médios em Espanha.

2.3 - Países europeus não ricos mas que adotaram o euro (10)

Como adiante se verá, este conjunto heterogéneo engloba vários países do Mediterrâneo Oriental (Chipre, Grécia e Malta); países do Báltico (Estónia, Letónia e Lituânia); países do Leste (Croácia, Eslováquia e Eslovénia), a que juntamos de novo Portugal, tendo em conta a proximidade dos níveis salariais; e, a despeito da sua inserção geográfica, na orla ocidental, onde se encontram os países mais ricos da Europa.

Em 2000, os países bálticos, a que se poderá juntar a Eslováquia, detinham níveis salariais bastante mais baixos do que os restantes. Naquele ano, a Grécia era o mais rico deste grupo de países, seguido pela Croácia e Portugal, com os restantes, bem mais atrás.

Em 2021, os salários mais elevados no seio deste grupo cabem a Malta, Chipre, Eslovénia e Portugal, com a Grécia na quinta posição, conseguida pela célebre “troika”, na sequência do aperto aplicado pelas instituições comunitárias e financeiras. Por seu turno, a Croácia, na segunda posição quanto a salários médios em 2000 passou, duas décadas depois, a apresentar um indicador pouco superior ao referido para aquele ano. Finalmente, em 2021, Portugal é ultrapassado pela Eslovénia e por Chipre, melhorando a sua posição no ranking apenas perante a Grécia.

(1)      Malta apresenta dados para 2005/12 e 2019/21; e, Chipre

apenas para 2019/21 e 2005/07. (2) Croácia 2013/21


2.4- Países europeus não ricos e sem adopção do euro (6)

Os países aqui considerados são todos membros da UE, excepto a Turquia. No caso desta última, a reforma monetária de 2005 produziu efeitos escriturais que conduziram a uma descida do salário médio nas comparações internacionais e na cotação da moeda nacional em euros. E, isso reflete-se, claramente, no gráfico abaixo.

Excluído o caso da Turquia acima exposto, há a registar a grande variação dos salários médios observados na Roménia (7.7 vezes) no período 2000/21, bem como o registado para a Bulgária (6.9 vezes). Para os outros países referidos – Polónia, Hungria e Rep. Checa o incremento do salário médio é o mais elevado. A comparação que se fizer com os países da Europa Ocidental – muito mais ricos - é marcante – 1.83 vezes no Luxemburgo e 1.81 na Finlândia no mesmo período.

2.5- Países ricos não europeus (6)

Dividimos em três grupos a amostra de países ricos e não europeus. Dois localizam-se na América (Canadá e EUA); outros dois na Ásia Oriental (Coreia do Sul e Japão); e os restantes integram a Australásia (Austrália e Nova Zelândia). Facilmente se observa que estes países ricos são únicos nas suas respetivas áreas de inserção continental e que a África não apresenta qualquer caso de elevado nível de riqueza.


Entre os países considerados há a sublinhar o grande crescimento do salário médio observado na Austrália e da Nova Zelândia; com os EUA e o Canadá numa segunda linha, apresentando valores muito próximos mas inferiores aos indicadores apresentados pelos “cofres” europeus, Luxemburgo e Suíça, como atrás se observou. Por outro lado, o Japão perde a sua posição cimeira registada em 2000, enquanto em 2021 a Coreia do Sul é ultrapassada pelo nível salarial médio apresentado pela Nova Zelândia.

2.6 - Países não europeus, nem ricos (4) 

Perante o enorme número de países e povos com baixo nível de vida; e, sobretudo, com baixos níveis salariais médios, escolhemos aqui, no ponto 2.6, quatro países do continente americano, como reflexo de uma realidade que se revela para além dos países ricos da Europa; e que abarca toda a África, bem como a esmagadora maioria da Ásia. No plano deste estudo, os países que escolhemos retratam essencialmente a América de língua espanhola.

As desigualdades acima patentes são bem expressivas. Em 2001, o salário médio na Costa Rica, no Chile e, mesmo no México, poderia ser tomado como equiparado; em 2021 os dois primeiros quase duplicaram, enquanto no México sobressai uma verdadeira estagnação dos salários médios, como se pode observar. A Colômbia mostra no período um crescimento medíocre do salário médio tendo em conta o lapso de tempo em presença.

Por todo o planeta, a existência dos estados-nação é essencial para a segmentação dos salários médios, sua competitividade e, para a satisfação das capacidades dos aparelhos produtivos nacionais; para além da rapina que é tolerada pelos povos, perante o poder dos aparelhos repressivos estatais, das oligarquias políticas e empresariais. Estas estruturas políticas e económicas nascidas nos séculos XV e XVI instauraram o capitalismo e tornaram-no, não só dominante, como tolerado pelos povos, até hoje.

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sábado, 29 de outubro de 2022

La podredumbre de las instituciones en un régimen post-fascista

Las sociedades de hoy sufren los efectos da nefasta presencia de las clases políticas y del capitalismo como nefasto modelo de organización social, económica y política. Es urgente cambiar, además. Por los vientos de guerra que abalan nuestras vidas.

Sumario

1 – Fascismo y post-fascismo, la misma lucha

2 - El modelo de representación

3 – Ideas sumarias para la creación de un modelo de representación democrático

4 - Un cuadro geopolítico democrático

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1 – Fascismo y post-fascismo, la misma lucha

La prensa, en general, invade las consciencias con banalidades o distorsiones de la realidad; utiliza, sobre todo, el impacto, la novedad introducida por los heraldos televisivos o por los papagayos del régimen, tomados como fuentes de información y de profundos análisis de la realidad.

La prensa, en general, es conservadora; mantiene una conexión íntima, osmótica, con el poder político, con ligeras alteraciones, de acuerdo com los intereses de las bandas partidarias que, en un momento dado, toman el producto del saqueo fiscal. Los partidos políticos, en tanto oligarquías, nada tienen de democráticos, ya sea en el plano interno, o por la forma en como se relacionan con la plebe; y, tal como la prensa, están subordinados a los altos poderes económicos. La prensa y las clases políticas constituyen los elementos esenciales para una lobotomia general, tanto para la manutención de un régimen fascista como de un modelo post- fascista, aunque sea corta la diferencia entre los dos modelos.

Asistimos, ocasional y recientemente, a la visualización, durante algunas horas, de un canal de televisión; y eso fue un aprendizaje interesante que nos permitió observar que, entre publicidad, banalidades, imbecilidades y muchas repeticiones, las cadenas televisivas son una verdadera basura; o se muestran como réplicas actuales del Big Brother, un distanciado ente que obligaba a las personas a sorber de la teletela la programación definida por el poder.

Esa basura, sin embargo, es un elemento esencial para la desinformación y la imbecilización que mantiene a la población reaccionaria, ignorante, mansa y resignada; y, que contribuye  decisivamente para colocar a Portugal como el país mas pobre y menos instruido de la Europa Occidental o de toda Europa. Tal como en el tempo del fascismo, la información en el post-fascismo es filtrada y manipulada por el poder político.

Durante el régimen fascista la mayor parte de la emigración era constituida por la población mas pobre y menos instruida. El régimen post-fascista de matriz PS/PSD creó una nueva situación – exporta gente cualificada e importa personas de las antiguas colonias africanas, así tambien como a brasileros/as para las funciones menos exigentes y mas mal pagas, generando así, en aquellos, una presión general para sostener bajos salarios y aumentar la precariedad; sin olvidar el elevado precio de la vivienda que vuelve a la población dependiente de los humores de los bancos.

Recordemos además que el endeudamiento bancario soporta también un parque automotriz – poco adecuado a los ingresos portugueses – y, que provocó extrañeza a los hombres de la troika, en las épocas de su intervención en Portugal. En el momento presente, después de un

período de estancamiento de ingresos y de trabajo, como el de los/as pensionistas, surge otra era en que la inflación – con origen el la “campaña” ucraniana – va a reducir los ingresos reales del trabajo y aumentar las dificultades frente a la deuda contraída para la vivienda.

El discurso político varía entre la propaganda emanada por el vector de la clase política en el gobierno, contenida en sus dichosas acciones, promesas y mentiras y, el alarmismo de la oposición, frente a los desmanes que a la gobernación le son imputados con o sin razón. Mantiene actitudes de actuación, de distorsión mediática, contribuyendo para la consolidación de la situación portuguesa del país con uno de los más bajos niveles de educación de Europa y elevados niveles de abandono escolar.

Claro que la plebe fluctúa mas o menos acéfala, dando la mayor profundidad analítica al fútbol. Para que ese conservadurismo, esa resignación se basen en la consciencia de la plebe, nada mejor que cinco horas diarias de TV; o, con mantener la nariz bien cerca del telemóvil, pieza omnipresente en todas partes, en todos los momentos libres.

La vacuidad de la clase política se compagina con el ejercicio da punción fiscal, con el cobro corrupto a través de un despacho favorable, un subsidio a una empresa o la entrega de millones para un tal Zelensky, de acuerdo a lo ordenado por la Casa Blanca a los subordinados avatares de la UE, incluyendo a Costa, el monitor del luso prostíbulo.

Las elecciones no pasan de carnavales electorales en las cuales nada sucede de relevante para el bienestar de la plebe; los cambios del club electoral, cuando existen, nada traen de nuevo. Se muestran somnolientas rutinas, aunque las televisiones efectúen procedimentos incentivadores de diferencia, de hecho, poco visibles entre los competidores.

La sucesión de fait-divers, del vertido de banalidades con aire grave, emanadas de los grupos de los medios masivos, constituye el paisaje abierto para la multitud que, de hecho no cree nada, pero que se refugia en su pequeñez, en una cómoda impotencia – o destino - para a aceptación, como dato incuestionable e inapelable, de las últimas banalidades provenientes de la clase política.

Decir que hay una soberanía popular es una grosera mentira porque, en cada país, las decisiones emanan solo de la clase política y de todos aquellos que en el mundo empresarial ésta representa. Entre la classe política y el empresariado rige una constante ósmosis; es decir, ambas camadas se funden en lo esencial para la prosecución de sus intereses, repartiendo el producto del saqueo de la población y, colocando a ésta en permanente estado de letargo político.

Esas decisiones envuelven, por lo general, un órgano corporativo, en el ámbito de una concertación social, donde participan los dignatarios del régimen a través de siglas tan poco respetables como escasa es su representatividad; ni la patronal, ni los sindicatos y, menos aún, un fantoche referido como UGT pasan por ser estructuras verdadeiramente representativas. Un mundo de fantasmas al cual los medios massivos prestan una falsa relevancia.

Se vive en un país del “haz de cuenta”, donde el vacío es enmascarado con siglas. Ese vacío se presenta en el actual régimen post-fascista, tal como surgía durante el fascismo, cuyas instituciones se derritieron rápidamente después del 25 de Abril pues, en realidad, no pasaban de simples siglas; fuesen las corporaciones patronales, con designaciones largas y pomposas, fuesen las instituciones que se dicen sindicales (salvo algunas excepciones que surgieron durante la llamada “primavera marcelista”).

El Estado y los medios masivos son los que dan sustancia a la classe política, con entrevistas, fotos, comentarios, debates y la presencia en las noticias de sus contenidos vacíos, frases tontas y repetidas; la corbata los eleva, les da el estatuto de dignatarios, de mandarines. La intervención en el tiempo del fascismo era semejante pero no era tan frecuente, ni los mandarines tenían la notoriedad mediática de hoy; eran más discretos, les gustaba más mostrar obras, aprovechar inauguraciones, cortes de cintas, con la claque de los dignatarios para aplaudir; y claro, también se metían algo en el bolsillo...

Salazar y Caetano hacían pocos discursos pero eran pensados y coherentes; los toscos elementos de la clase política del post-fascismo son apenas papagayos ávidos de tiempo de antena, de la presencia de un micrófono o cámara de la prensa (tan prostituida hoy como durante el régimen fascista) – aunque sea en el diario de la parroquia – para ganar alguna notoriedad.

Actualmente, los diputados y diputadas de la parroquia desean cumplir tras mandatos en el areópago de S. Bento (12 años) para acceder a una remuneración interesante hasta el final de la vida; y por suerte o adulación, pueden acceder a un cargo gubernamental o inclusive ingresar en una empresa interesada en tener en su seno un informador del medio empresarial próximo y un puente para el ambiente gubernamental.

Actualmente esa gente se limita a las palabras vacías, centrándose en un discurso economicista entre inversiones, porcentajes del PIB, inflación, empleo/desempleo, atentos a lo que sopla desde la UE a fin de presentar un anclaje aceptable para su discurso. A esos elementos se unió recientemente la referencia constante a Ucrania y la guerra que asola el país, cuyo conocimiento en Portugal pasó, de prácticamente nulo a totalmente distorsionado, de acuerdo con la visión del Pentágono y del ausente Biden.

Sólo alguien muy distraído, ignorante o con propensión a la corrupción podrá tomar como democrático, el modelo vigente de representación, típico de lo que llamamos “democracia de mercado”.

Las situaciones que contemplamos en aquella definición se basan en un cuadro en que hay una clase política, cerrada, constituida por grupos partidarios que compiten entre si por lugares que se dicen de representación de la población; lo que es una total falsedad, a lo que más adelante nos referiremos. Se fija también, un cuadro en que la clase política funciona como un grupo cerrado que controla la masa fiscal y, que amontona a sus miembros en cargos públicos para el desempeño de acciones de lobbying, junto al empresariado, en una total promiscuidad público-privada.

A presencia en la Asamblea de la República de gente de varios partidos incluye una rígida jerarquía. Todo se centra en el partido-estado PS/PSD, siendo los restantes, participantes secundarios, animadores del espectáculo. Estos últimos ni siquiera cumplen la rutina de caudatários en un cortejo; son solamente, las plumas que adornan los sombreros de los/as oligarcas y que representan frente a la plebe la falsa esperanza de que puedan alterar alguna cosa en el putrefacto y tradicional statu quo del país mas pobre y, con menos instrucción de la Europa Occidental, como anteriormente mencionamos. La consolidación de la situación vigente en las últimas décadas condujo a que en los campeonatos electorales se revelen márgenes enormes de abstención, por parte de cuantos tienen consciencia de la inutilidad práctica de participar en las liturgias escenificadas para la perennidad del régimen post-fascista.

2 - El modelo de representación

El régimen copió un modelo de representación indirecto. El electorado vota partidos que, previamente, se encargan de organizar y presentar listas partidarias. Los elencos de esas listas – en los partidos mayores- contemplan la elección efectiva de los primeros candidatos pero, conveniencias varias conducen a que los figurantes en la AR, sean esencialmente individuos de segunda línea; y eso, porque los elementos de primera opción, pueden ser incluidos en el gobierno, transitar para otras funciones, privadas, autárquicas, parlamento europeo, gobierno,

etc. El elenco final presente en la AR está lejos de corresponder a los individuos electos, pues muchos/as emigran para otras funciones, quedando en la AR una gran parcela de cooptados/as de segunda linea.

El modelo vigente es profundamente oligárquico, toda vez que un individuo aislado, no tiene posibilidades de competir por un lugar de representación de las personas que viven en su circunscripción electoral; tendrá siempre que postularse a través de un partido que, naturalmente, es el elemento ineludible para esa candidatura. Y como los partidos son estructuras fuertemente jerárquicas, con liderazgos bien firmados, cualquier candidato tendrá siempre que encuadrar en una lista, después de un acto de sumisión ao gauleiter partidario.

3 - Ideas sumarias para la creación de um modelo de representación democrática

a) Cada residente tiene el derecho de voto y de ser votado/a, para cualquier instancia de representación. Cada extranjero/a después de cinco años de residencia en el país puede, igualmente, postularse a cualquier cargo de representación.

b) Cada electo/a tiene una limitación para el número de mandatos; digamos, dos mandatos. No creemos conveniente ni democrática una carrera política; hay, pues, que garantizar una representación abierta a todos/as y no un funcionalismo duradero para unos/as pocos/as.

c) No se admiten listas de candidatos/as para cualquier función de representación porque constituyen una puerta abierta para connivencias y constitución de mafias. Habrá apenas candidaturas individuales integradas en órganos plurales, por tempo bien determinado.

d) Cualquier representante electo/a puede ser dimitido/a por referendo entre los/as electores/as de la circunscripción que lo/la eligió;

e) Total ausencia de privilegios e inmunidades para los/as electos/as; apenas el derecho a una remuneración adecuada y el pago de los gastos en las funciones desempeñadas;

f) La representación externa y formal del país cabe al Presidente o Presidente de la Asamblea de la República, con la extinción de la función de presidente/a de la República;

g) Las y los miembros del gobierno son escogidos/as entre los/as electos/as para la Asamblea de la República, que se mantendrán como diputados/as, con derechos y obligaciones como todos/as los/as otros/as;

h) Los lugares en la Administración Pública son completados por concurso y sus ocupantes no pueden ser expulsados por el gobierno, a no ser en casos de crimen o falta grave, con la decisión final de la justicia.

i) El referendo es un instrumento democrático de decisión, con previa discusión pública y, por iniciativa de la población - a nivel local, municipal, regional o nacional.

4 - Un cuadro geopolítico democrático

a) Unión de los pueblos de Europa, sin fronteras, taras aislacionistas o hegemónicas.

La creación de los estados-nación, en Europa (siglos XVI/XVII), correspondió a la necesidad de las respectivas burguesías de garantizar la seguridad en la frontera y la aceptación por los respectivos pueblos de la superioridad política y económica de sus capas mas ricas. Esas camadas privilegiadas creyeron tener el derecho de exigir al pueblo – en nombre de la patria – un esfuerzo de guerra, con la incorporación en la tropa y, la aceptación de un himno y una bandera como instrumentos de integración del pueblo, a las órdenes del poder político y económico.

b) Se pretende una Europa con vocación para la satisfacción de las necesidades de sus pueblos y no para el “mercado”; y, con lógicas de solidaridad y no de competencia, fuera de la tutela de potencias hegemónicas o de la paranoia del crecimiento infinito del PIB.

c) Las decisiones sobre las necesidades colectivas deben ser tomadas directamente por los/as interesados/as y no emanadas de directorios partidarios.

d) La exclusión frente a todas las alianzas militares, con la concomitante extinción de las Fuerzas Armadas exige apenas, en el cuadro actual, la existencia de medios para el control de la Zona Económica Exclusiva.

Sólo alguien muy distraído, ignorante o, con propensión a favoritismos corruptos podrá suscribir como democrático, el típico modelo de representación a la que llamamos “democracia de mercado”. Las situaciones que contemplamos en esta definición se basan en un cuadro en que hay una clase política, constituida por grupos partidarios que compiten entre si por lugares llamados como “representación de la población”, lo que es una total falsedad. Un individuo, aislado, no tiene posibilidades de postularse a un lugar de representación de las

personas que viven en su circunscripción electoral. Se pretende un sistema oligárquico en que muchos pagan para que unos pocos gocen la fiesta y aún lleven aperitivos para casa.

 

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segunda-feira, 20 de junho de 2022

Balofas palavras em dia de fuga para as praias

 

1 – MRS em seu esplendor no último 10 de junho

2 – A deificação de Portugal é uma elevação sem conteúdo

3 – O habitual verbo oco de MRS

4 - MRS e a arraia-miúda

5 – Periferia geográfica e de conhecimento

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1 – MRS em seu esplendor no último 10 de junho

Recentemente, por obrigação política e necessidade de manter recheado o espaço mediático, a imprensa divulgou algumas frases proferidas pelo presidente MRS no âmbito do 10 de junho. Recordamos a biografia de MRS, um PR com muito menos currículo político do que todos os seus antecessores. Um PR que, em palavreado irrelevante ganha aos seus antecessores por grande margem.

Em diversas oportunidades mostrámos a inutilidade do cargo de Presidente da República; um cargo que deveria desaparecer da Constituição. Essa entidade tutelar ainda existente, insere-se no prejuízo político, social, económico, resultante da existência de uma classe política, como corpo fechado, oligárquico e com forte pendor para o compadrio e a corrupção.

Uma figura com um cargo equiparado a MRS - o rei Carlos - achava Portugal “uma piolheira”…

Mais de cem anos depois, a piolheira veio mostrar a sua vitalidade, preenchendo a I República, abrindo o caminho para a podridão do bafiento regime de Salazar e, prosseguindo no atual e decadente regime pos-fascista… que só por brincadeira, ignorância ou estupidez, se pode chamar democrático. Basta observar, por exemplo, a ineficácia do aparelho judicial, vocacionado para o empastelamento de “casos sensíveis” como os de Ricardo Salgado, Sócrates, Pinho, Rendeiro, entre muitos outros. Em Portugal ainda se tem a ideia das grandezas de um antanho longínquo e MRS não tem visão nem a frontalidade do rei Carlos para apontar para a piolheira actual, a circular entre S. Bento e alguns escritórios de advogados.

2 – A deificação de Portugal é uma elevação sem conteúdo

As pessoas que através do tempo viveram e vivem num território que se veio a designar Portugal, construíram as suas vidas, independentemente do nome dado à circunscrição política que se designou Portugal; em tempos mais recuados, o nome dado a essa circunscrição, só tinha significado para os nobres e o clero. A noção de pertença só tinha um significado local, ao conjunto de terras e famílias que ali vivessem ou trabalhassem.

No final do século XIX, o rei português Luís I, um apaixonado pelo mar, vogava no Atlântico norte. E, ao ser avistado um barco de pesca, foi perguntado aos pescadores se eram portugueses ou espanhóis. A resposta foi liminar; “nós somos dali, da Póvoa de Varzim”, obviamente o local onde viviam com as suas famílias, sem que tivessem dado a uma macro-estrutura política nacional e abstrata, qualquer relevância. Em tempos não muito recuados, na raia seca, a Norte, as pessoas mudavam-se para o outro lado da fronteira, levando gado e alfaias, em função do peso da carga fiscal vigente; e, era a partir duma conveniência que se tomavam como portugueses ou espanhóis.

Em 1580, o povo português depois da morte do disparatado rei Sebastião e do seu tio e sucessor, viu entre os candidatos à coroa, António, prior do Crato, que não teve apoios políticos, populares ou financeiros para se impor ao poderoso Filipe II de Espanha, que viria a ser Filipe I de Portugal. O povo, aceitou com alguma indiferença a autoridade de um rei espanhol mas, com menos indiferença perante a predação da soldadesca espanhola, que não recuou quanto a saques e violências, perpetrados na ausência de um poder central. Curiosamente, Portugal não contou com o apoio da secular aliada (Inglaterra) como acontecera na crise política de 1383/85 e como acontecerá nos séculos seguintes. Nem os portugueses beneficiaram das fortes rivalidades entre a coroa inglesa e a coroa espanhola para reganhar a autonomia política; entretanto, Drake aproveitou a situação para capturar vários navios em Cascais, dado que Lisboa era um osso demasiado duro o inglês.

3 – O habitual verbo oco de MRS

Em dia de fuga para a praia - o recente dez de junho - MRS avançou com uma frase de assombrar - "É o povo português a razão de sermos Portugal".

Se no território atual de Portugal se tivesse instalado o povo túrdulo, MRS teria dito “É o povo túrdulo a razão para sermos Turdetânia”! E, claro, poder-se-iam criar umas centenas de frases patrioteiras semelhantes... Mais, existem centenas de povos inseridos num território, num estado-nação e em minoria; daí podendo surgir estranhezas como “é o povo samoiedo a razão de ser de…? É o povo rohingya a razão de ser de…? O jurista MRS conhece (e venera, como é típico de todas as classes políticas) o estado-nação mas parece desconhecer que há muitas mais nações do que as enquadradas no conceito de estado-nação[1]… uma criação do capitalismo.

Em Portugal vivem e viveram pessoas que o Estado português rotulou de portuguesas, como forma de elencar, logo à nascença, os futuros pagadores de impostos a esse mesmo Estado e, mais especificamente, à inerente classe política; ou, para exigir aos jovens a prontidão da oferta do seu corpo nas guerras entre os capitalistas, os países, as classes políticas. Tudo, sempre em nome da Pátria! E como reagiria a vasta população de pessoas com dupla nacionalidade e de imigrantes com diversas origens que pouco se ocupam com a escolha eleitoral do mandarinato partidário?

A designação Portugal surgiu no século XII como forma de delimitar os direitos dos condes de Guimarães sem que isso empolgasse a população, cujo único desejo era não ser roubada por estranhos, senhores locais ou mais longínquos. Claro, que à medida que a fronteira se foi sedimentando, a designação foi ficando referida aos territórios que tinham como suserano os descendentes de um conde vindo de França no século XI e, cujo nome vinha de um pequeno porto próximo da foz do Douro (Portucalle). Ainda no século XVII, em Espanha[2], os oficiais andavam pelas aldeias à procura de jovens a levar para as guerras, sabendo-se que muitos fugiam pelo caminho, voltando à aldeia onde eram necessários para o trabalho agrícola ou, lançando-se à aventura. O amor pátrio é muito volátil… mas muito ardente nos parasitas das classes políticas.

Tautologicamente, MRS salientou que Portugal "Ainda esteve nos momentos decisivos para poder vir a ser o que somos, desde os combates no século XVII e XVIII pela nossa independência e pela nossa restauração". A plateia dos telejornais recebeu assim mais uma dose de vacuidade.

De facto, em 1640, foi um conjunto de nobres que avançou para colocar o titubeante duque de Bragança como rei, com o povo já habituado a um rei espanhol durante 60 anos. Filipe IV de Espanha preferiu jugular a revolta dos catalães, manter os negócios com a rica Itália e não se atolar na defesa das feitorias brasileiras ou nas águas do Índico, já ocupadas por ingleses e holandeses.

A capacidade (?) estratégica da corte portuguesa no século XVII é bem evidente no conteúdo do dote da filha do rei João IV ao rei inglês e, que incluía Tânger e uma ilha insalubre e pouco interessante como… Bombaim! Foi um grande negócio para a Companhia (inglesa) das Índias, mantendo-se Portugal com Goa e dois territórios minúsculos, sem valia económica, como Damão e Diu.

Em 1960, segundo relatos fidedignos, a defesa do “estado português da Índia” consistiu na ação de fuga do navio de guerra Afonso de Albuquerque por detrás dos navios mercantes que carregavam manganésio em Pangim, sabendo-se da evidente desigualdade naval perante o antigo cruzador Missouri, vendido pelos EUA à Índia. Ao que sabemos, o Afonso de Albuquerque terminou a sua fuga, encalhado numa praia, com a tripulação e todo o contingente militar apresado pelos indianos. Salazar dizia à época que morreria de vergonha se perdesse um palmo da terra “portuguesa”; de facto, morreu, poucos anos depois mas, ao deixar-se cair numa cadeira que, afinal estava um pouco desviada para um lado…

Na sequência das guerras napoleónicas, Portugal – sem qualquer exército digno desse nome -esteve para ser repartido entre franceses, espanhóis e pelo rei da Etrúria! Valeu na situação o poder de Wellington que viria a deixar no terreno o general Beresford, interessado na não incorporação de Portugal no reino de Espanha, enquanto… a corte portuguesa beneficiava das belezas de Copacabana…

A construção do império em África não trouxe qualquer benefício para os portugueses que, entretanto haviam sido obrigados (pelos ingleses) a abandonar o tráfico atlântico de escravos, o grande feito português, com direito a ficar na História, na opinião do historiador Paul Kennedy e, a par da chegada do Gama à Índia. Um país fracamente industrializado, com um elevado grau de analfabetismo como Portugal, pouco podia retirar das riquezas das colónias africanas; quem viria a aproveitar essas riquezas seriam a petrolífera Gulf, a Diamang, dominada pela de Beers e as companhias agrícolas em Moçambique, também detidas por capitalistas estrangeiros.

Como dizia Eça de Queiroz, no início do século XX, “Portugal é apenas um sítio, pouco mais do que a Lapónia, que nem sítio é”; algo que MRS nunca assinaria por baixo! Como não gostará de Alexandre O’Neill, quando este referiu Portugal como “três sílabas de plástico, por ser mais barato” ou, “um país engravatado todo o ano / e a assoar-se na gravata por engano.” 

4 - MRS e a arraia-miúda

No evento do 10 de junho do ano corrente, MRS emitiu a seguinte mensagem; "Sem o povo, sem a arraia miúda, não teria havido o Portugal que temos".

É o que se chama uma verdade de la Palisse! Sem a população mais pobre da Europa ocidental, habituada ao trabalho duro na emigração e à obediência, o que seria do empresariato luso (cúpido e ignorante) viciado no pagamento de baixos salários e na fuga de capitais? Voltar ao tráfico de escravos não é possível e, conquistar de novo territórios em África também não. Sobram apenas empresas e outro património de estrangeiros endinheirados, a colocação de dinheiro em off-shores e o envio de um tal António Costa para entregar € 250 M a um palhaço chamado Zelensky, no palanque de um estado-nação que nunca o foi, verdadeiramente.

Indecoroso é um PR referir-se à maioria da população como arraia-miúda, num elitismo pedante e de menosprezo para com o grosso de um povo que se insere nos escalões de rendimento e de formação mais baixos da Europa.

Todos sabemos as origens sociais e políticas colonialistas de MRS e, como PR, caber-lhe-ia alguma modéstia. A distinção classista utilizada revela o à-vontade típico de alguém, com fraco currículo político e, que se acha acima do resto da população na sequência de se ter exposto, durante anos, como comentador dos fait-divers da paróquia e na promoção das novidades dos livreiros; como “aquele álbum sobre caroços de nêspera” referido por um programa humorístico da rádio.

5 – Periferia geográfica e de conhecimento

No seguimento da mudança de regime em 1974 sobraram empresas descapitalizadas e, seguiu-se o uso de dinheiros públicos para as reestruturações do tecido económico, com fusões de empresas e bancos, posteriormente privatizados e tomadas por interesses estrangeiros, em várias fases. Claro que o preço pago por descapitalizações, encerramentos, despedimentos, privatizações saiu dos bolsos da referida arraia-miúda algo que MRS olha com sobranceria e condescendência. A desestruturação social e económica de Portugal[3] colocou o país no fundo do fosso de uma Europa encolhida e submissa perante os EUA.

Claro que MRS prefere a periferia do conhecimento pois convirá que a massa populacional absorva apenas o que é filtrado pela tv. Por exemplo, em 1990 a população emigrante em Espanha correspondia a 3.7% do total, contra 18.8% no caso português; em 2019 era, respetivamente 3.1 e 25.6%... evidenciando-se assim as capacidades das camadas possidentes, de negreiros.

A triste realidade não transparece no verbo redondo, vazio, de MRS. As capacidades para uma atração de população são baixíssimas em Portugal; entre 1990/2019 a população do estado espanhol cresceu em 8.8 M de pessoas, enquanto no mesmo período e, no caso português, o acréscimo se cifrou por 326 mil.

Como Comandante Supremo das Forças Armadas, MRS referiu-se às forças militares como "o povo armado para servir Portugal". Há várias questões que contrariam o simplismo de MRS. Primeiro, porque as FA’s são compostas por profissionais e não por jovens em cumprimento de um serviço militar universal; são simples mercenários. Os militares são escolhidos e colocados em missões da NATO em África, por exemplo, como efetivas delegações dos EUA e, como seus instrumentos; e é fácil ver que as missões congeminadas pelo Pentágono não servem, minimamente os interesses e as conveniências dos residentes em Portugal, ao qual a suserania norte-americana entende ainda cobrar, para gastos militares, 2% do PIB português como aos restantes vassalos europeus.

MRS, muito ufano em mostrar serviço ao diáfano Biden, destacou as suas missões no estrangeiro: "É o povo com armas que faz e quer fazer a paz, em Moçambique, na República Centro-Africana, no Mali, no Golfo da Guiné, no Mediterrâneo, na Lituânia, na Roménia"; MRS, ter-se-á esquecido de uma menção à …Ucrânia… Acontece! E, certamente não se pergunta aos povos daqueles países se querem ser intervencionados pela NATO. A verdade é que naquele âmbito, ninguém se interessa pela opinião dos portugueses, de Portugal e, menos ainda, do seu palavroso presidente…

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