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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Os especulativos preços da energia elétrica na UE

Sumário

1 - Preços da energia elétrica na UE – 2016 (2º semestre) e 2021 (1º semestre)

2 – A punção fiscal amplia as desigualdades inseridas nos preços

3 - Remunerações e preços da eletricidade

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 O Eurostat divulga, para os países da UE, dados de custos com o consumo de eletricidade utilizando como padrão um consumo contido no intervalo 2500/5000 kwh por ano. Genericamente, procede-se à comparação entre as situações para o conjunto da UE no segundo semestre de 2016 e, no primeiro semestre de 2021. Nesse contexto, observa-se um aumento médio de 5.3 durante aquele período, por cada 1000kwh; isto é, a passagem de € 127.6 em 2016 para € 132.9 em 2021. Adiante abordaremos, não só as variações no período referido para, como ainda as alterações introduzidas por taxas e impostos nos níveis de preços da energia elétrica disponível, em cada país da UE. E, finalmente, observar o resultado entre a evolução do preço da energia e as remunerações salariais médias.

1 - Preços da energia elétrica na UE – 2016 (2º semestre) e 2021 (1º semestre)

No gráfico que se segue, observam-se os valores nacionais para o consumo de 1000 kwh, sem a consideração dos impostos e taxas que os Estados, na generalidade, pesadamente impõem e eternizam, uma vez que a energia é algo de insubstituível a cujo consumo, ninguém se pode furtar[1]. A aquisição doméstica de painéis de captação de energia solar, por exemplo – não sendo viável a taxação dessa captação - não foge à imposição de uma taxa de IVA de 23% pelos gangs governamentais portugueses, os componentes da mafia PS/PSD[2].

Seguem-se algumas conclusões retiradas da leitura do gráfico acima exposto.

·         A Irlanda apresenta os preços mais elevados da energia (subtraídos impostos e taxas) e um dos maiores aumentos verificados no período. No lugar imediato, segue-se a Bélgica e a Espanha; neste último caso, apenas em 2016;

·         Em 2016, a Espanha apresentava o terceiro preço mais elevado da União e, recentemente (2019) reduziu o imposto especial sobre a eletricidade de 5.44% para 0.5%; suspendeu ainda o imposto sobre a produção que era de 7%; e reduziu o IVA para os pequenos utilizadores de 21 para 10%. Assim, o preço da energia, e que se situava entre 170/195 por 1000kwh em 2016/18, passou para a inclusão num intervalo 118/135, posteriormente.

·         Em contrapartida, em Portugal, o governo PS mantém a taxa máxima de IVA (23%) decretada pelo partido-irmão, o PSD, por encomenda da troika, cerca de dez anos atrás; nesse contexto, excluindo impostos e taxas, atribui-se à energia, no período em análise, valores de € 100/121 para o quinquénio observado.

·         Entre os países mais ricos da União encontra-se a maioria dos valores mais elevados (acima de € 125) e crescentes durante o período – Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Áustria; para além da Rep. Checa, da Grécia e da França que ultrapassaram essa marca somente em 2021.

·         Os casos de decrescimento do preço, em 2021 e face a 2016, situam-se em; Grécia, Espanha, Croácia, Chipre, Letónia, Hungria, Malta, Polónia, Portugal, Eslováquia e Suécia. Excluindo o caso de Espanha, já referido, trata-se essencialmente de países do Leste europeu, para além de Portugal e da Suécia.

·         Com os menores valores para o preço de 1000 kwh e, abaixo dos € 100, estão a Bulgária (2016) e a Hungria (2021); e, com indicadores aproximados, situam-se os casos da Dinamarca, da Estónia, da Lituânia, da Polónia e da Roménia (2016).

Observemos, em seguida, os preços para 1000 kwh, em 2016 e 2021 mas, agora, considerando os efeitos da intervenção das sanguessugas estatais e, mais propriamente, das suas parasitárias classes políticas que encontram, neste bem essencial – a energia elétrica – um instrumento de sucção dos rendimentos da multidão; sem esquecer os apoios financeiros e as prerrogativas especiais que os Estados concedem aos operadores do sector energético.

É facilmente observável que os preços mais elevados se observam particularmente nos países mais ricos, quase todos ultrapassando os 150 € por 1000 kwh; e, inversamente, onde os níveis de rendimentos são mais baixos, os preços da energia são também mais baixos. Há, porém, uma notória excepção, a de um país no sudoeste europeu chamado Portugal, onde os preços da energia superam os de países tão ricos como a Holanda, o Luxemburgo, a França, a Finlândia e a Suécia; na comparação com outros países de menores rendimentos, o preço da eletricidade em Portugal é superior em cerca de 100/150 € por cada 1000 kwh[3].

2 – A punção fiscal amplia as desigualdades inseridas nos preços

Observemos adiante os preços-base da energia, muito mais díspares quando incorporam os elevados encargos com taxas e impostos, aplicados pelos Estados e suas respetivas classes políticas, encarecendo, em geral, o preço da energia a pagar pelos povos, como se pode observar nos gráficos seguintes, para 2016 e 2021.

Em 2016 é bem claro que os preços da eletricidade na Dinamarca, na Alemanha e na Bélgica são os mais caros vigentes na UE – € 308, 298 e 275, respetivamente; os dois primeiros países são os únicos que incorporam as taxas e impostos como as parcelas dominantes no total do preço da eletricidade; uma realidade que também se evidencia no ano de 2021. Para além dos dois países referidos, sublinhe-se que Portugal surge como o país com a maior parcela de impostos e taxas no preço da energia, em 2016 (47.3%) como em 2021 (45.9%); ultrapassado numa pequena margem pela Espanha (41.5%), no ano presente.

Ainda em 2016, o preço da energia surge como mais baixo na Bulgária (€ 93.8), seguindo-se-lhe a Lituânia, a Hungria e a Roménia. Quanto à relevância de taxas e impostos, o seu valor absoluto é particularmente baixo nos países do Leste, com relevo para a Bulgária e a Hungria, para além do caso de Malta onde a parcela de taxas e impostos é apenas de € 6.1, para um preço global de € 127.4.

No primeiro semestre de 2021 os mais elevados preços da eletricidade cabem aos mesmos países referenciados para 2016; mas, desta vez, com o valor mais elevado na Alemanha - € 319, seguida pela Dinamarca € 290 e pela Bélgica com € 270. Os dois primeiros apresentam as únicas situações em que a parcela de impostos e taxas supera o nível da produção energética, de per si. Quanto ao maior peso da carga fiscal e equiparados no valor global, salientam-se a Dinamarca e a Alemanha, com 64% e 51%, respetivamente, seguidos de Portugal (45.9%) e Espanha (41.5%).

A comparação da situação em 2021 com a observada cinco anos antes mostra distintas realidades. No caso do valor-base da produção, sem a consideração de impostos e taxas registam-se:

·       11 reduções daquele valor-base, sublinhando-se: Espanha (-43.8%) e, quebras pouco abaixo de 19%, (Suécia -19.9%) e Eslováquia (-19.2%)…

·       e, 16 acrescimos do valor base, onde se destacam: Roménia 22.2%, Lituânia 18.5%%, Irlanda 19.1%, Alemanha e Finlandia 18%, Austria 17.2%…

No capítulo das variações de impostos e taxas incluídas nos preços finas da energia e, decididas pelos aparelhos de estado, há a registar:

·       10 países com reduções do peso daquele conjunto de elementos que oneram o preço da eletricidade, sendo mais relevantes os casos de Espanha 47.7%, Chipre 36.4%, Polónia 32.8% e Eslováquia 32.3%.

·       17 países com acréscimos na carga fiscal ou em taxas, sendo os mais relevantes – Espanha 47.7%, Chipre 36.4%, Polónia 32.8% e Eslováquia 32.3%.

·       10 reduções nos impostos, sendo as mais volumosas, Holanda 47.3%, Dinamarca 27.6%,  Letónia 17.1%, Grécia 16.2% e Portugal 12.9%

Sinteticamente, as médias aritméticas,

·       Para a energia, incluidos impostos e taxas, as médias globais são 176.5 e 183.5, respetivamente para 2016 e 2021

·       A energia, excluindo impostos e taxas que sobre aquela impendem, apresentam médias, em 2016 e 2021, de 119.3 e 122.6

Daqui se deduz que há um valor em torno de € 60 em cada 1000 kwh subtraídos às populações por parte das burocracias estatais e as suas adjacentes classes políticas.

3 - Remunerações e preços da eletricidade

O gráfico seguinte contempla a comparação para um lapso de tempo muito aproximado (2016/1º sem/2021) entre os preços da eletricidade e, 2016/2020 e as remunerações médias nos países da UE.



No gráfico podem observar-se os países onde o indicador da evolução dos salários teve taxa de crescimento superior à dos preços da eletricidade (16) e os restantes (11), onde os preços da eletricidade tiveram uma taxa de crescimento superior às das remunerações médias. Porém, é de considerar que as variações percentuais nos preços da energia podem, apresentar-se próximas das registadas para as remunerações, sem que daí se possa concluir que em valores absolutos, correspondam a realidades próximas. Por exemplo, para o caso da Alemanha os preços da energia entre os dois anos considerados foram € 298 e € 319 respetivamente, por 1000 kwh (+7,2%) enquanto as remunerações médias, no mesmo período, aumentaram 6.3%

(€ 2387).

As situações em que a taxa de aumento do preço da energia supera a verificada para as remunerações restringem-se a 8 países; entre os quais só dois – Rep. Checa e Chipre – não estão entre os mais ricos. Os 14 países onde se preferiu não onerar os salários com aumentos proporcionalmente mais elevados para a energia são essencialmente os que os mais pobres ainda que acompanhados por outros, bem mais ricos (Bélgica, Dinamarca, Países Baixos e Suécia. Há que referir ainda alguns casos de equilíbrio entre as duas posições – Eslovénia, Espanha, Itália e Polónia.

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[1] Excepto quantos moram em bairros marginais, sobretudo no chamado Terceiro Mundo, onde as puxadas clandestinas são correntes

[2] Durante a monitorização pela troika da governação, em Portugal, em 2014, o IVA sobre a eletricidade passou a de 6% para 23%. Apesar das habituais loas governamentais sobre a pujança da economia portuguesa, sete anos depois, o imposto continua ser aplicado com aquela taxa máxima.    

[3] Acusados de crimes no âmbito da EDP, a principal empresa elétrica, estão os antigos administradores da empresa – António Mexia, Manso Neto e um antigo ministro da área PS, um tal Manuel Pinho.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Salários e impostos – sua evolução no século XXI

O bom trabalho da classe política portuguesa – salários baixos com elevados impostos


Recentemente analisámos para todos os países da UE (incluindo a GB) indicadores sobre assalariados e trabalhadores independentes; e, pouco antes, as desigualdades na Europa.

Desta feita, propomo-nos observar o salário médio e a carga fiscal que sobre ele incide, para o período 2000/2019, para uma amostra de países europeus – Espanha, França, Grã-Bretanha, Grécia, Itália, Portugal e República Checa; uns pela sua relação com Portugal, outro (Grécia) pela similitude com as dificuldades económicas dos últimos anos vividas em Portugal e, a República Checa como representante da Europa Central[1].

1 - Salário médio anual

Observemos, em primeiro lugar, a evolução do salário médio anual (em €) para os países referidos.


Durante o período em análise nota-se uma quase integral estabilidade na hierarquia dos salários médios; perturbada apenas pelos salários médios gregos que, no período 2004/2009 se situam acima dos registados em Espanha, decaindo claramente a partir de então. Note-se que o salário médio grego é, em 2019 semelhante ao vigente em 2004. 

Se se excluir o caso da Grã-Bretanha, com uma evolução muito irregular, há um estreitamento do leque que abrange os restantes, devido, por um lado, à evolução claramente ascendente do salário médio na República Checa e, por outro, à estagnação do indicador francês, mormente durante o consulado de Hollande (2012/17). Assim, a relação entre os salários médios - francês e checo - que era de 5.9 vezes em 2000 passou a 2.3 em 2019.

Em Portugal a evolução do salário médio apresenta o seu melhor período em 2000/02 (governo Guterres) seguindo-se-lhe três anos de estagnação em 2002/04 (governo Durão) na sequência da crise dos dotcom. Segue-se um ano de eleições (2005), quatro anos de estagnação salarial em 2006/09 (governo Sócrates) e um ano de forte subida em 2010 (Sócrates) a que se segue um ano de regressão, repartido entre os governos Sócrates e Passos. Passos inaugura a sua ação com aumentos em 2012/13 a que se segue o nefasto fruto da intervenção da troika. Finalmente, inicia-se o periodo de gestão Costa que, apoiado por BE/PC, garante aumentos regulares até 2019. Na boleia do coronavírus, prepara-se um novo ciclo de dificuldades, desemprego, deficits, dívida, incumprimentos, falências…; e, como a crise pandémica afeta toda a Europa, o recurso à emigração pelos portugueses dificilmente terá ali acolhimento, como tem acontecido nos últimos decénios.

A aproximação entre os salários médios de Portugal e Grécia a partir de 2013  resulta, essencialmente, do torniquete imposto aos gregos e, pouco a políticas de crescimento salarial por parte dos governos portugueses que, em regra atendem mais à competitividade das empresas, na mentirosa ideia que dali resultem empregos qualificados e bem pagos. A enorme quantidade de contratos a prazo, a desvalorização efetiva do trabalho qualificado (na área da saúde, por exemplo) banalizou-se e, apresenta formas de precariedade extrema nos casos da Uber ou da Glovo. As facilidades de despedimento e a massificação do lay-off, à sombra do coronavírus, revelam uma estratégia de estagnação dos rendimentos do trabalho e de recomposição empresarial na área do comércio e restauração, com o surgimento de empresas de maior dimensão, mais hábeis no aproveitamento de uma mão-de-obra desorganizada e dócil, divorciada de um sindicalismo fechado, oligárquico e ineficaz.

A comparação da relação entre os salários registados no princípio e no final do período, revela que, face a Portugal, 

o    o salário médio espanhol era 59% superior em 2000 e 47% em 2019
o    o salário médio grego era 42% superior em 2000 e 14% em 2019
o    o salário médio italiano era 97% superior em 2000 e 68% em 2019
o    o salário médio francês era 2.4 vezes superior em 2000 e 1.9 em 2019
o    o salário médio britânico era 3.7 vezes superior em 2000 e 2.5 em 2019
o    o salário médio checo era 59% inferior em 2000 e apenas 15% em 2019.

Denota-se um claro estreitamento das diferenças salariais entre os países considerados. Assim, a relação entre o salário médio mais alto e o mais baixo, em 2000 era 9.0 e, em 2019, 2.9, na comparação entre a Grã-Bretanha e a República Checa. Nas comparações atrás efectuadas tomando Portugal como país de referência, os resultados mostram muito menor dispersão. 

Sinteticamente, nos vinte anos considerados e, no contexto da amostra de países utilizada, o que acontece é uma notória “moderação” dos crescimentos salariais médios. No caso da Grécia revelou-se numa verdadeira regressão, mostrando-se o salário médio de 2019 semelhante ao de 2014 e…2004 enquanto a França de Macron coloca os níveis dos dois últimos anos no patamar alcançado em 2012/13. A Grã-Bretanha dos últimos anos de governo tory apresenta um salário médio (€ 46485) claramente inferior ao vigente no tempo do governo trabalhista, com Blair ou Brown, em 2007 (€ 48537). A evolução mais favorável quanto à evolução do salário médio, observa-se na República Checa. Em conclusão, poderá dizer-se que o montante médio dos salários está longe da homogeneidade e que qualquer extrapolação matemática conduzirá a valores aproximados apenas no final de muitas décadas ou gerações, colocando os discursos políticos sobre convergência no âmbito da mais descarada falsidade.

2 - E como evolui a carga fiscal?

As taxas médias de imposto que incidem sobre o salário médio dos trabalhadores em cada um dos países selecionados é apresentada no quadro seguinte, para o mesmo lapso de tempo – 2000/2019.



O intervalo em que se situam as taxas de imposto mantém a mesma amplitude mas, com uma subida de cerca de 1.5 pontos percentuais, reveladora de um aumento generalizado dessas taxas, com excepção para França e Grã-Bretanha que apresentam em 2019 taxas inferiores às que vigoraram em 2000.

França e Itália iniciam o século com valores próximos até 2006 com a Itália a destacar-se desde então como destacada detentora de elevadas e crescentes taxas de imposto, entre 2005 e 2012, seguindo-se um quadro de estabilidade, quebrado nos dois últimos anos.

França e Grã-Bretanha apresentam um perfil de taxas mais reduzidas, mormente a segunda que, em 2000 tinha a terceira taxa mais elevada e, no último ano, só tem apenas a Espanha como único caso de taxa de imposto mais baixa que a sua.

A Espanha apresenta em todos os anos a mais baixa das taxas, mesmo quando estas subiram claramente, no período 2010/2012 (tendo Zapatero como presidente do governo, durante a crise financeira), com prolongamento por mais dois anos, já no tempo de Rajoy; este, veio a reduzi-las em 2015, em perto de 2 pp, com poucas mudanças nos anos que se seguiram.

O caso português é sui generis. Apresenta em 2013 a maior subida anual entre os países considerados durante o período 2000/2019. Até 2011 manteve-se uma taxa com pequenas variações, em torno dos 22/23%, a que se seguiu uma baixa muito ligeira em 2012. 

Porém, em 2013, é bem evidente a pressão exercida pela troika sobre o governo Passos; e daí surgiu uma subida dos impostos sobre o salário médio de 22.8% para 27.4% logo no ano seguinte. A chegada de Costa ao governo, em 2015 ainda fez a carga fiscal aumentar para 28.4% do salário médio, com uma ligeira redução, desde então.

Na Grécia a taxa de imposto cresce substancialmente no período 2001/2006, a que se segue uma forte queda até 2010 com o governo Pasok; este, perante a crise que se vinha afirmando, eleva a taxa para os maiores valores de sempre em 2011/12. Certamente isso terá sido um fator para a vitória da ND em 2012 que veio a reduzir substancialmente o imposto sobre o trabalho até 2015 quando a vitória do Syriza, em luta feroz com as instituições da UE, leva a um novo aumento da taxa que incide sobre o salário médio grego.

Em geral, nos últimos anos revela-se um pendor decrescente para as taxas de imposto em França, Portugal, Grã-Bretanha e em Espanha, comparativamente a períodos anteriores. A tendência oposta mostra-se na República Checa, na Grécia e ainda, de modo mais débil, na Itália.

Assim, sinteticamente, em 2019, à hierarquia decrescente do valor do salário médio não corresponde uma hierarquia semelhante para a taxa de imposto.


Salário médio (€)
2019
Taxa de imposto (%)   2019
Salário médio (€)
2000
Taxa de imposto
(%)   2000


1
GB
46485
Itália
31.6
GB
40871
França
29.2

2
França
36547
França
27.3
França
26712
Itália
29.0

3
Itália
31602
Portugal
26.9
Itália
21550
GB
25.8

4
Espanha
27537
Grécia
26.1
Espanha
17319
R. Checa
22.5

5
Grécia
21382
R. Checa
25.0
Grécia
15459
Portugal
22.4

6
Portugal
18787
GB
23.3
Portugal
10922
Grécia
21.6

7
R. Checa
15924
Espanha
21.4
R. Checa
4520
Espanha
19.8


E, por outro lado, são visíveis as diferenças no período 2000/19 nos valores dos salários médios e nas taxas de imposto.  


Variação 2000/19

Salário médio (€)
Taxa de imposto (%)
Espanha
10218
1.6
França
9835
1.9
GB
5614
2.5
Grécia
5923
4.5
Itália
10052
2.6
Portugal
7865
4.5
R. Checa
11404
2.5

Este e outros textos em:

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http://www.slideshare.net/durgarrai/documents


[1] Todos os elementos numéricos aqui utilizados foram colhidos na base de dados do jornal económico espanhol Expansión