Mostrar mensagens com a etiqueta Tunísia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tunísia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

As aventuras guerreiras do império da pastilha elástica



A gula das multinacionais encontra sempre um apoio nos governos dos EUA e na sua propensão para a guerra. Hoje na Venezuela, ontem na Síria, Líbia, Iraque, Afeganistão…

As últimas intervenções militares dos EUA no exterior, nas últimas décadas, prendem-se quase sempre com combustíveis fósseis. Certamente que não é uma coincidência.

É muito longa a lista das intervenções e guerras dos EUA no âmbito do continente americano, desde as guerras contra o México e a absorção do Texas no século XIX e os muitos golpes de estado, sobretudo através de militares aliciados ou subornados para o efeito, no âmbito da doutrina Monroe segundo a qual a América é dos americanos… embora haja uns que se arrogam ao direito de intervir e decidir o que convém aos outros: para além, claro, do esmagamento das nações índias, cujos membros só deixaram de ser considerados formalmente estrangeiros (!) no século XX.

2019 – Venezuela, um apetecível filão
 
Na situação actual na Venezuela a animosidade de Trump relaciona-se claramente com o petróleo:

·        A bacia petrolífera do Orenoco abrange uma área de 600x70 km no curso médio do rio mais próximo da foz;

·        Em 2009 o USGS – US Geological Service estimava as reservas da bacia do Orenoco em 1 400 000 000 000 barris, contra os 1 300 000 000 000 calculados pela PDVSA (a empresa estatal venezuelana de petróleos); e a uma profundidade entre 150 e 1500 metros;

·        A mesma fonte norte-americana calcula entre 380/652 000 000 000 barris a parcela tecnicamente recuperável no Orenoco o que o coloca como uma das principais fontes de petróleo recuperável