A gula das multinacionais encontra sempre um apoio nos governos dos EUA e
na sua propensão para a guerra. Hoje na Venezuela, ontem na Síria, Líbia,
Iraque, Afeganistão…
As últimas intervenções militares
dos EUA no exterior, nas últimas décadas, prendem-se quase sempre com combustíveis
fósseis. Certamente que não é uma coincidência.
É muito longa a lista das
intervenções e guerras dos EUA no âmbito do continente americano, desde as
guerras contra o México e a absorção do Texas no século XIX e os muitos golpes
de estado, sobretudo através de militares aliciados ou subornados para o
efeito, no âmbito da doutrina Monroe segundo a qual a América é dos americanos…
embora haja uns que se arrogam ao direito de intervir e decidir o que convém
aos outros: para além, claro, do esmagamento das nações índias, cujos membros
só deixaram de ser considerados formalmente estrangeiros (!) no século XX.
2019 – Venezuela, um apetecível
filão
Na situação actual na Venezuela a
animosidade de Trump relaciona-se claramente com o petróleo:
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A bacia petrolífera do Orenoco abrange uma área de 600x70 km
no curso médio do rio mais próximo da foz;
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Em 2009 o USGS – US Geological Service estimava as reservas
da bacia do Orenoco em 1 400 000 000 000 barris, contra os 1 300 000 000 000
calculados pela PDVSA (a empresa estatal venezuelana de petróleos); e a uma
profundidade entre 150 e 1500 metros;
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A mesma fonte norte-americana calcula entre 380/652 000 000
000 barris a parcela tecnicamente recuperável no Orenoco o que o coloca como
uma das principais fontes de petróleo recuperável