quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

How the financial system captures Humankind through debt (1)

Debt, in becoming perpetual, is transformed into an income that feeds capitalistic parasitism. Regardless of the debt being the one subscribed by us, or the one labeled as public and endorsed to us by the political class, by order of the financial system.


Contents
1 – From currency to debt and the role of the State
2 – How to build debt and its meek acceptance
3 – Capitalism does exist, it is best not to forget
4 – The role of States in the financial system’s fattening


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1 – From currency to debt and the role of the State

There has been a long epoch where debts were part of the naturally occurring exchanges between people seeking to satisfy their needs, within the interaction context amongst members of the same community, and where usury was not part of their way of thinking.  Debts were part of the natural imbalances within the community, and had no role as differentiating and autonomous elements of domination of creditors over debtors; credits as assets and debts as liabilities. 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O grande problema chama-se capitalismo e não globalização

Há quem considere que a globalização tem de ser cavalgada pelo capitalismo e quem entenda que o nacionalismo deve substituir a globalização, aceitando o capitalismo. Duas vias, um só vencedor, o capital


                                                    Texto: Vítor Lima, Economista · 17 Fevereiro, 2017


A globalização é um longo processo no âmbito do qual se vem construindo a Humanidade. A Terra só se tornou conhecida nos seus principais contornos, com a integração das Américas, da Austrália e das ilhas do Pacífico, a que ficaram ligados os nomes de Colombo, Gama, Magalhães… O estabelecimento de rotas marítimas consolidou e densificou as relações comerciais, as trocas culturais, a miscigenação, sem que se deva esquecer o conspurco constituído por guerras, saques, lutas religiosas, escravatura, genocídios.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Um internacionalismo do século XXI, contra o capitalismo e o nacionalismo (1)



Carlos Taibo sintetiza a questão que se nos coloca, hoje. Ou ganhamos a consciência de que temos de sair urgentemente do capitalismo, regressando a lógicas de cooperação, solidariedade e apoio mútuo; ou entra-se num caminho de salve-se quem puder, com guerras, pobreza acentuada, desdém para com as alterações climáticas, com regimes fascistas e genocidas.
Sumário
1 - Uma (des)ordem económica e política
2  - A globalização é um processo
2.1 - Como o capitalismo vem cavalgando a globalização
2.2 - A instituição de um estado de excepção generalizado
3 - Os grandes promotores do desastre
3.1  - As ameaças vindas das classes políticas
4 – A leitura do contexto.
4.1 - As alternativas possíveis e as desejáveis
4.2 – O desenvolvimento do espirito do fascismo
4.3 – Um novo internacionalismo, precisa-se!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Economia, capitalismo e revolta (conclusão)



1 - O que é a economia?*
2 - Os economicistas, os escribas do capitalismo*
3 - O mercado e a irrelevância de quem trabalha*
4 - Globalização e mercantilização
5 - Estado e hierarquia
6 - Ideias para uma saída “disto”


sábado, 14 de janeiro de 2017

Como o sistema financeiro captura a Humanidade através da dívida (concl)



Uma captura é uma forma de violência. Uma dívida baseada na violência é ilegítima, mesmo que aceite pelas classes políticas, onde coabitam corruptos e distraídos. Só quanto a produtos derivados criados pelo sistema financeiro cabe a cada ser humano $ 125000; e, mesmo se se contentassem com juros na ordem dos 3%, cada ser humano, em média teria de contribuir, por ano com $ 3750 para a engorda do capital financeiro.

Sumário
4 – Ilegitimidade relativa aos meios de constituição de dívida
5 - A insustentabilidade da dívida
   5.1 – A insustentabilidade da dívida portuguesa

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Como o sistema financeiro captura a Humanidade através da dívida (2)



A dívida imputada pelo sistema financeiro e pela classe política não é nossa. É ilegítima porque dela nada resulta a favor do povo e aceitá-la é legalizar o roubo do nosso futuro.

Sumário
0 – Introdução
1 – A livre vontade das partes
2 - Uma ilegitimidade política originária
3 – Uma ilegitimidade quanto ao objetivo
   3.1 – Ocultação, a mãe de todas as burlas
   3.2 – Condições para a avaliação da legitimidade


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Como o sistema financeiro captura a Humanidade através da dívida



A dívida, ao tornar-se perpétua constitui uma renda que alimenta o parasitismo capitalista. Quer seja aquela que subscrevemos, quer seja aquela que a classe política nos endossa com o rótulo de dívida pública, por encomenda do sistema financeiro.

Sumário
1 - Da moeda até à dívida e o papel do Estado
2 - Como se constrói a dívida e a sua mansa aceitação
3 - O capitalismo existe, convém não esquecer
4 – O papel dos Estados na engorda do sistema financeiro

sábado, 19 de novembro de 2016

A dívida como troca



Autora: Rosário Caetano
 

Os sacrifícios e jogos que se celebravam nos locais funerários como festas dos mortos produziram finalmente a forma secularizada da religião: a sociedade de trocas.”



Horst Kurnitzky, Estrutura libidinal do dinheiro

Regimes de troca




Se não houvesse troca, não haveria comunidade.” (Aristóteles, Política, 1133b) Os indivíduos sempre trocaram coisas entre si, sempre pediram e ficaram a dever coisas uns aos outros. Se alguém receber alguma coisa do seu vizinho, ao aceitá-la, fica em dívida. Em abono desse vizinho, pagará essa dívida com uma “palavrinha” (o tal “obrigado”) e com outro presente, devolvendo o estado de dívida à outra parte. O objetivo final não é o pagamento total das dívidas, mas sim fortalecer as relações sociais através de um sistema de crédito - dívida e obrigação - baseado na confiança e nos valores da sociabilidade em geral.


sábado, 5 de novembro de 2016

Reestruturar a dívida pública nada resolve na nossa vida



Recentemente, falou-se na Assembleia da República em reestruturação da dívida pública.

No habitual discurso tecnocrático sobre o assunto por parte da classe política, tenta-se manter a plebe ensopada em refrescos gelados carregados de açúcar. Uns defendem o “pagamos obedientemente”[1]; outros preferem um “pagamos obedientemente mas agradecemos uma atençãozinha”[2]

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Economia, capitalismo e revolta – 1



O discurso dominante é economicista, tecnocrático. Fala de competitividade, empregabilidade, PIB, baixos salários e mercado. É altura de se falar de economia política.

1 - O que é a economia?
2 - Os economicistas, os escribas do capitalismo
3 - O mercado e a irrelevância de quem trabalha