sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Sobre a União dos povos europeus

... Os sionistas dizem ao que vêm… Distingo totalmente a UE dessa União. O estado-nação tem sido um verdadeiro calvário para a existência dos povos e para o caudal de guerras desde a sua real formação no século XVII, na sequência da herança dos territórios das diversas casas dinásticas. Não nos devemos enrolar na lixeira da conjuntura e das corruptas classes políticas. A União dos povos europeus é uma ideia de superação das pátrias, dos nacionalismos, do capitalismo, dos tentaculares e opressivos aparelhos de estado, provavelmente mais viável na Europa, do que em outros continentes, tendo em conta o entrosamento entretanto gerado pelos povos – migrações, Erasmus, internet, turismo. É um projeto de constituição de solidariedade entre os povos, sem prejuízo das suas culturas próprias. Não é difícil entender por que razão os estados português e sionista se dão bem. Em parte, é a história de ambos os projetos coloniais — tão recente que coexistiram mais de duas décadas — que torna o que têm em comum tão evidente. Primeiro, o império português foi fundado na mesma lógica que, no século XIX e XX, serviu como princípio fundador para a criação do regime israelita: a ideia de que, do outro lado, a gente indígena que via as suas vidas colonizadas e os seus territórios ocupados era sub-humana — animalesca até. Enquanto que o cronista do reino português Gomes Eanes de Zurara escrevia, em Chronica do descobrimento e conquista de Guiné, no ano de 1453, que as pessoas guineenses raptadas por colonos portugueses eram “bestas”, descrevendo-as como “almas perdidas” e, com isso, justificando a sua escravatura; o ex-ministro da Defesa sionista Yoav Gallant disse, pouco tempo depois do 7 de Outubro, que o seu exército estaria a lutar “contra animais humanos”, justificando o genocídio em curso. Entre uma e outra afirmação passam-se quase 600 anos, mas a ideologia por detrás de ambas é a mesma: a de que as pessoas não-brancas não são humanas; estão, como escreveu Frantz Fanon em Pele Negra, Máscaras Brancas, na “zona do não ser”. Também ambos os projetos coloniais se agarraram a uma ideia vinda do fanatismo religioso: a de que o povo a quem incumbia levar a cabo tal empresa fazia-o como vassalo da divindade; tinha uma missão — uma “missão civilizadora”. Como povo cristão, escolhido por deus, tinham os colonos portugueses a obrigação de civilizar os povos inferiores que encontrava. “Ensinando-os” a trabalhar, a “comportar-se” e a vestir-se como esperado seria, a ler e a falar a língua “certa”, a professar a religião “correta”; enfim, a vestir uma máscara branca. Como povo judeu, escolhido por deus, têm agora os colonos israelitas a obrigação de fazer o mesmo com os palestinianos, defendem: ou escolhem assimilar-se, esquecendo a sua história e renegando a sua identidade, ou são condenados ao exílio e à morte prematura. E para aqueles que aceitaram ser assimilados, ambos os estados tinham o mesmo para oferecer: um regime de apartheid. No império português, os sucessivos “estatutos dos indígenas” impunham juras de lealdade ao ocupante, trabalho forçado e direitos menores do que os que tinham as pessoas da cor de pele “certa”. Também o atual império sionista não deixa dúvidas. Numa das leis fundadoras do Estado, lê-se: 1. O Estado de Israel a) Israel é a pátria histórica do povo judeu na qual o Estado de Israel foi estabelecido. b) O Estado de Israel é o Estado-nação do povo judeu, no qual realiza o seu direito natural, religioso e histórico à autodeterminação. c) A efetivação do direito à autodeterminação nacional no Estado de Israel é exclusiva ao povo judeu. [...] 7. O Estado vê o colonato judaico como um valor nacional e trabalhará para incentivar e promover o seu estabelecimento e desenvolvimento. Nos momentos em que se viram a perder o apoio que sempre tiveram, cada vez mais isolados internacionalmente, “orgulhosamente sós”, ambos os impérios escalaram a violência e trataram de denominar quem lhes resistia como “terroristas”. Se Salazar decidiu, “rapidamente e em força”, embarcar numa guerra que acabaria por assassinar dezenas de milhares de pessoas e deixar tantas outras feridas, deslocadas ou dependentes, também Netanyahu assim o fez seis décadas depois. E se as semelhanças entre os dois projetos são muitas, é preciso reconhecer também que há, pelo menos, uma diferença significativa: é que, por muito que a linguagem do regime português fosse racista e colonial, nunca ela chegou ao espaço linguístico que os líderes sionistas alcançaram nos últimos dois anos. É verdade que o longuíssimo e sombrio fascismo português deveu-se também à capacidade de Salazar de escolher as palavras certas, de alterar a estratégia de modo a agarrar-se ao poder, de desenhar um estado “tão forte que não necessite de ser violento”. Por outro lado, os sionistas dizem tudo ao que vêm. Só até janeiro de 2024, o coletivo Law for Palestine listou mais de 500 declarações de incentivo ao genocídio por parte de políticos, militares, jornalistas e influenciadores israelitas. A organização de direitos humanos palestiniana Al-Haq conta, agora, mais de mil. E, ainda assim, parece que se continua a não acreditar nas suas palavras. “Toda a Gaza será judaica”, disse o ministro do Património, Amichay Eliyahu. “1 milhão e 700 mil palestinianos devem sair da Faixa de Gaza”, disse a ministra da Ciência e Tecnologia, Gila Gamliel. “O meu plano de migração voluntária é viável e será posto em prática.” “A Faixa de Gaza deve ser terraplanada, e para todos eles há apenas uma sentença possível, que é a morte”, disse Yitzhak Kroizer, deputado sionista, do partido Otzma Yehudit de Itamar Ben Gvir. “Estou, pessoalmente, orgulhoso das ruínas de Gaza e de que todos os bebés, mesmo daqui a 80 anos, vão contar aos seus netos o que os judeus fizeram”, disse May Golan, ministra da Igualdade Social. “Erradicar Gaza. Nada menos do que isso nos satisfará. Não deixem lá uma única criança. Expulsem todos os que restarem, para que não tenham qualquer hipótese de recuperar”, escreveu Nissim Vaturi, vice-presidente do parlamento israelita. Estes responsáveis e decisores políticos não descrevem apenas o que querem fazer com Gaza hoje. Falam também das aspirações coloniais de amanhã. Moshe Feiglin, líder do partido Zehut, disse: “Cada criança, cada bebé em Gaza é um inimigo. O inimigo não é o Hamas. Precisamos de conquistar Gaza e colonizá-la, e não deixar lá uma única criança de Gaza. Não há outra forma de alcançar a vitória." O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, disse: “Nós conquistamos, limpamos e ficamos. No caminho, aniquilamos tudo o que ainda resta. Estamos a destruir Gaza, deixando-a como uma pilha de escombros, uma destruição total sem precedentes. E o mundo ainda não nos impediu.” Mais recentemente, disse ainda: “Já completamos a fase de demolição, que é sempre a primeira etapa da renovação urbana. Agora é preciso construir.” Será, defende ele, “uma oportunidade imobiliária de ouro”. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, disse: “Rezamos para que os justos e bondosos soldados do IDF [sigla, em inglês, para as forças armadas israelitas] cumpram a missão, conquistem Gaza e encorajem a emigração voluntária. É o certo, é apropriado, é moral, é verdadeiro.” E disse ainda: “Se mudarmos a nossa mentalidade e compreendermos que esta terra nos pertence, tudo se torna mais simples. Derrubar o regime do Hamas. Primeiro ocupar, depois estabelecer-se, anexar e encorajar a emigração voluntária. Esse é o caminho a seguir.” E não param sequer em Gaza. “Querem soberania?”, perguntou ao público israelita numa conferência o ministro Amichay Eliyahu. “Então, gritem! Querem a Judeia e a Samaria [o que o estado de Israel chama à Cisjordânia]? Querem a Síria? Querem o Líbano?”, “Sim!”, respondem. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, disse: “Nós vamos aplicar a soberania sobre a Cisjordânia, primeiro através de ações no terreno e, posteriormente, por meio de legislação e reconhecimento formal”. Disse ainda que o trabalho da sua vida é o de “impedir qualquer possibilidade de se estabelecer um Estado palestiniano no coração do país [Israel]. O objetivo é mudar o ADN do sistema por muitos e muitos anos. Isto é uma revolução: é assim que se traz um milhão de pessoas para a Judeia e Samaria”. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, disse que, se os países europeus estão “tão entusiasmados com a criação de um Estado palestiniano, podem fazê-lo nos seus próprios territórios”. Acrescentou: “É uma ilusão pensar que o futuro da Judeia e Samaria, o berço do povo judeu, será decidido em Paris, Madrid ou Bruxelas. Será decidido apenas em Jerusalém.” E o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse, ao anunciar a ampliação de um colonato que pretende separar Jerusalém do resto da Cisjordânia: “Dissemos que não seria criado um Estado palestiniano e, de facto, não será criado. [...] Esta decisão vai duplicar a população da cidade de Ma’ale Adumim. Haverá aqui 70 mil pessoas dentro de cinco anos.” Não só os líderes sionistas sabem perfeitamente o que estão a fazer, como o dizem para que todos saibamos também. É por isso que qualquer pessoa que tenha estado minimamente atenta às suas palavras não pode acreditar que os representantes de estados europeus não o saibam também. É óbvio, hoje, que representantes do Estado e governo portugueses — como o ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Rangel, o presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e o primeiro-ministro Luís Montenegro — entendem tão bem quanto nós que o genocídio que o Estado sionista leva a cabo na Palestina é, de maneira assumida, a continuação da limpeza étnica de um povo e da estratégia de ampliação colonial que, há mais de 100 anos, temos assistido. Perante isto, Paulo Rangel escolhe tomar uma única decisão: a que, de maneira mais subtil, procura garantir que pelo menos fez alguma coisa não fazendo coisa nenhuma. O ministro sabe que o estado israelita não deixará que exista, realmente, um estado palestiniano. Sabe também que o recente reconhecimento deste estado é, na verdade, um ato sionista, de apoio à manutenção do status quo — por isso mesmo, deixou imediatamente claro o seu apoio ao império. E sabe, claro, que este ato não vai, de maneira nenhuma, desafiar a limpeza étnica do povo palestiniano. Paulo Rangel, Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro são vassalos do projeto imperial sionista. Acreditam, como antes acreditaram os líderes do projeto colonial português, que pessoas brancas são sub-humanas, estão na zona do não ser. Estivessem eles na mesma posição que Netanyahu, tomariam as mesmas decisões. Por isso, ficarão para sempre na história ao deixarem clara uma coisa fundamental: que o estado português de hoje só difere do de há mais de 500 anos pela falta de poder. ESCUTA COLETIVA 27 SETEMBRO | 14H RED ZONE GALLERY | PÓVOA DE SANTA IRIA Nesta escuta coletiva, convidamos-te a vires ouvir connosco o episódio Amanhecer em Gaza, construído de textos e testemunhos de antes e durante o genocídio em Gaza, recolhidos pelo livreiro Mahmoud Muna e o jornalista Matthew Teller. Esta sessão de escuta, partilhada e imersiva, com auscultadores, acontece na Red Zone Gallery, uma galeria de arte pública dedicada à Palestina, c

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Variação da população europeia 2015/2100

12 de janeiro de 2026 A variedade das dimensões demográficas no presente século baseia-se em países com pequenas populações; ou, comparativamente, com uma dimensão populacional, na sua maioria, com pendor decrescente. Os países europeus mostram, maioritariamente, populações decrescentes, entre 2015 e o final do século. Os países europeus com população crescente no período, são poucos; apenas se consideram - Liechtenstein, França, Mónaco, Suécia, Suíça e UK. População (2015/2100) (M) Var. (M) Var. Albania 1.6 M - 57% Islândia -35.7 k -9% Andorra 35.7 M - 43% Espanha -14.8 M -31% Liechtenst. 3.5 m 9% Irlanda -21.9 k 0% Lithuania 1.6 m -57% Suécia 710.3 k 7% Austria 1.7 M -19% Itália -23.8 M -40% Malta - 185.5m -34% Suíça 158.7 k 2% Belarus -4.6 M -52% Kosovo 579.4 k -35% Moldova -1,5 M -50% UK 4.8 M 7% Bélgica -697.8 k -6% Letónia 928.2 k -50% Mónaco 9.1 k 24% Ucrânia -23.8 M -61% B. Herzeg. -1.8 M -56% Albânia 1.6 M -57% Montenegro-306.7 k -48% Luxemburgo 10% Bulgária -3.2 M -47% N. Macedón.-950.8 k -52% Netherlands -839.3 k -5% Rep. Checa -2.4 M -22% Croatia -1.7 M -44% Noruega -209.5 k -4% Dinamarca -139.3 -2% Finlândia -1.0 M -18% Polónia -18.8 M -49% Rússia -17.6 M -12% Estónia -518.7 k -39% França 1.8 M 3% Portugal -1.7 M -16% San Marino -2.4 k 7% Romania -8.1 M -43% Alemanha -13.1 M -16% Sérvia -3.0 M -45% Hungria -2.2 M -23% Grécia -3.7 M -37% Eslovénia -485.0 k -23% Eslováquia -2.1 M -37% Europa -152.2 M -20% K = 10^3 M= 10^6 A população europeia é, em grande maioria, uma população envelhecida, com baixa natalidade e pendor decrescente no século XX; mesmo que a Europa seja um destino de gente vinda de África, América ou Ásia. As situações mais marcantes no sentido do decrescimento das populações evidenciam-se no Leste, como acima se pode observar. Destacam-se, entre outros países; - Ucrânia (-61%), Albânia (-57%), Lituânia (-57%), Bósnia-Herzegovina (-56%), Bielorrússia (-52%), Macedónia do Norte (-52%), Letónia (-50%), Moldávia (-50%), Letónia (-50%), Polónia (-49%), Montenegro (-48%), Bulgária (-47%). Inversamente, as situações mais sólidas quanto ao crescimento populacional mostram-se em: Mónaco (24%), Luxemburgo (10%), Liechtenstein (9%), Suécia (7%), UK (7%), França (3%), Suíça (2%) Irlanda (0%). Entre estes, estão presentes três pequenos estados; e, somente quatro, situados na faixa ocidental da Europa. Como se pode observar, entre os países com casos de crescimento demográfico, são poucos os situados na faixa ocidental da Europa. Grazia.tanta@gmail.com 18/02/2025

domingo, 18 de janeiro de 2026

As balas da guerra parecem beliscar pouco as transações de energia

Os cães ladram e a caravana passa… Os palhaços mantêm-se no palco, a entreter os telespectadores. Mas agora, já se vai espalhando a realidade de cada dólar estar a ser garantido por um saldo negativo de $ 30 triliões, um valor de reembolso impossível mesmo que tudo nos EUA fosse vendido; e daí que a Rússia tenha recusado o pagamento em dólares dos seus hidrocarbonetos, para além de outros modelos de transações que, na Ásia, colocaram o dólar fora do circuito, de há algum tempo a esta parte. A decadência dos EUA segue-se à da Europa que, no final da II Guerra, havia aceitado a supremacia dos EUA, gerando a amálgama do que atualmente designamos por BideNato [1]. Neste conjunto, articulam-se duas situações. A decadência da Europa, constituída por pequenas paróquias nacionais, no exercício de constantes cotoveladas mútuas e, onde se destaca a Alemanha, a única potência comercial global dentro da UE. E o orgulho inglês, simbolicamente abatido com a independência da Índia e, consolidado quando Harold Wilson, 25 anos depois, decretou o Suez como limite oriental da atuação inglesa, aceitando a crescente estratégia dos EUA, que vem ancorando o seu poder numa presença militar disseminada pelo globo. O Center for Research on Energy and Clean Air (CREA) apurou o número de carregamentos de petróleo bruto, gás natural liquefeito, refinados de petróleo e carvão, durante os primeiros cem dias após o início da guerra na Ucrânia. Como se observa em seguida, a Rússia não tem tido dificuldades em vender… produtos energéticos. Mesmo que entre os compradores figurem países do círculo NATO. Descarregamentos de petróleo bruto russo (portos mais importantes) carregamentos Carga (1000 t) Roterdão (P. Baixos) 47 5345 Trieste (Itália) 30 3713 Maasvlakte (P. Baixos) 32 3645 Sikka (Índia) 20 2624 Nemrut Bay Turquia) 1887 Yeosu (Coreia Sul) 17 1793 Burgas (Bulgária) 15 1713 Gdansk (Polónia) 15 1680 Sta. Panagia (Itália) 14 1611 Lanshan (China) 14 1578 Total 220 25589 Descarregamentos de gás natural liquefeito (LNG) russo (10 mais importantes portos) nº de carregamentos Carga (1000 t) Montoir de Bretagne (França) 12 1162 Zeebrugge (Bélgica) 20 1079 Dunkerque (França) 5 484 Maasvlakte (P. Baixos) 8 433 Bilbao (Espanha) 4 387 Tianjin Xingang Pt (China) 4 317 Anjeong (Coreia Sul) 3 255 Kisarazu (Japão) 3 243 Niigata (Japão) 2 165 Yung-na (Taiwan) 2 159 63 4684 Descarregamentos de refinados de petróleo bruto russo (10 mais importantes portos) nº de carregamentos Carga (1000 t) 38 1554 Roterdão (P. Baixos) 33 1367 Ventspils (Letónia) 18 777 Hamburgo (Alemanha) 24 768 Sillamae (Estónia) 41 701 Amsterdão (P. Baixos) 15 663 Constantia (Roménia) 20 647 Agio Theodoroi (Grécia) 15 586 Korfez (Turquia) 12 472 Immingham (UK) 8 376 224 7911 O que será mesmo difícil é encontrar um naipe de gente tão minúscula como von Leyden, Boris, Stoltenberg, Zelensky, Borrell, sem esquecer o campeão Biden e o ajudante Costa, que tudo faz como servil caudatário nas altas esferas da burocracia europeia. E não referimos um verboso lusitano, por mais que se esmifre em frases tão cheias de profundidade literária, histórica e filosófica como "É o povo português a razão de sermos Portugal". Este e outros textos em: http://grazia-tanta.blogspot.com/ https://pt.scribd.com/uploads http://www.slideshare.net/durgarrai/documents ________________________________________ [1] Uma devida homenagem à incapacidade de Biden e de alguns confrades, como o fabuloso Boris, o inseguro trintanário Stoltenberg, o Borrel, a von Leyden, sem esquecer o esforço do mainato António Costa. Sobre o BideNato ver http://grazia-tanta.blogspot.com/2022/05/um-sobrevoo-do-bidenato.html Posted by grazia tanta at 10:14 Labels: classe política, decadência, energia, EUA, Europa, guerra, Rússia, Ucrânia, UE As balas da guerra parecem beliscar pouco as transações de energia Os cães ladram e a caravana passa… Os palhaços mantêm-se no palco, a entreter os telespectadores. Mas agora, já se vai espalhando a realidade de cada dólar estar a ser garantido por um saldo negativo de $ 30 triliões, um valor de reembolso impossível mesmo que tudo nos EUA fosse vendido; e daí que a Rússia tenha recusado o pagamento em dólares dos seus hidrocarbonetos, para além de outros modelos de transações que, na Ásia, colocaram o dólar fora do circuito, de há algum tempo a esta parte. A decadência dos EUA segue-se à da Europa que, no final da II Guerra, havia aceitado a supremacia dos EUA, gerando a amálgama do que atualmente designamos por BideNato [1]. Neste conjunto, articulam-se duas situações. A decadência da Europa, constituída por pequenas paróquias nacionais, no exercício de constantes cotoveladas mútuas e, onde se destaca a Alemanha, a única potência comercial global dentro da UE. E o orgulho inglês, simbolicamente abatido com a independência da Índia e, consolidado quando Harold Wilson, 25 anos depois, decretou o Suez como limite oriental da atuação inglesa, aceitando a crescente estratégia dos EUA, que vem ancorando o seu poder numa presença militar disseminada pelo globo. O Center for Research on Energy and Clean Air (CREA) apurou o número de carregamentos de petróleo bruto, gás natural liquefeito, refinados de petróleo e carvão, durante os primeiros cem dias após o início da guerra na Ucrânia. Como se observa em seguida, a Rússia não tem tido dificuldades em vender… produtos energéticos. Mesmo que entre os compradores figurem países do círculo NATO. Descarregamentos de petróleo bruto russo (portos mais importantes) nº de carregamentos Carga (1000 t) Roterdão (P. Baixos) 47 5345 Trieste (Itália) 30 3713 Maasvlakte (P. Baixos) 32 3645 Sikka (Índia) 20 2624 Nemrut Bay Turquia) 1887 Yeosu (Coreia Sul) 17 1793 Burgas (Bulgária) 15 1713 Gdansk (Polónia) 15 1680 Sta. Panagia (Itália) 14 1611 Lanshan (China) 14 1578 Total 220 25589 Descarregamentos de gás natural liquefeito (LNG) russo (10 mais importantes portos) nº de carregamentos Carga (1000 t) Montoir de Bretagne (França) 12 1162 Zeebrugge (Bélgica) 20 1079 Dunkerque (França) 5 484 Maasvlakte (P. Baixos) 8 433 Bilbao (Espanha) 4 387 Tianjin Xingang Pt (China) 4 317 Anjeong (Coreia Sul) 3 255 Kisarazu (Japão) 3 243 Niigata (Japão) 2 165 Yung-na (Taiwan) 2 159 63 4684 Descarregamentos de refinados de petróleo bruto russo (10 mais importantes portos) nº de carregamentos Carga (1000 t) 38 1554 Roterdão (P. Baixos) 33 1367 Ventspils (Letónia) 18 777 Hamburgo (Alemanha) 24 768 Sillamae (Estónia) 41 701 Amsterdão (P. Baixos) 15 663 Constantia (Roménia) 20 647 Agio Theodoroi (Grécia) 15 586 Korfez (Turquia) 12 472 Immingham (UK) 8 376 224 7911 O que será mesmo difícil é encontrar um naipe de gente tão minúscula como von Leyden, Boris, Stoltenberg, Zelensky, Borrell, sem esquecer o campeão Biden e o ajudante Costa, que tudo faz como servil caudatário nas altas esferas da burocracia europeia. E não referimos um verboso lusitano, por mais que se esmifre em frases tão cheias de profundidade literária, histórica e filosófica como "É o povo português a razão de sermos Portugal". Este e outros textos em: http://grazia-tanta.blogspot.com/ https://pt.scribd.com/uploads http://www.slideshare.net/durgarrai/documents ________________________________________ [1] Uma devida homenagem à incapacidade de Biden e de alguns confrades, como o fabuloso Boris, o inseguro trintanário Stoltenberg, o Borrel, a von Leyden, sem esquecer o esforço do mainato António Costa. Sobre o BideNato ver http://grazia-tanta.blogspot.com/2022/05/um-sobrevoo-do-bidenato.html Posted by grazia tanta at 10:14 Labels: classe política, decadência, energia, EUA, Europa, guerra, Rússia, Ucrânia, UE

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Variação da população europeia 2015/2100

A variedade das dimensões demográficas no presente século baseia-se em países com pequenas populações ou, comparativamente, com uma dimensão populacional, na sua maioria, com pendor decrescente. Os países europeus mostram, maioritariamente, populações decrescentes, entre 2015 e o final do século. Os países com população crescente, no período, são poucos; apenas, Liechtenstein, França, Mónaco, Suécia, Suíça e UK. VARIAÇÃO DA POPULAÇÃO EM 2015/2100 Países europeus Var. População População 2025/2100 Var. % 2025/2100 Var. % Albania -1.6M -57% Liechtenst. 3.5K 9% Andorra -35.7K -43% Lithuania -1.6M -57% Austria -1.7M -19% Malta -185.5K -34% Belarus -4.6M -52% Moldova -1.5M -50% Belgium -697.8K -6% Monaco 9.1K 24% B.Herze. -1.8M -56% Montenegro -306.7K -48% Bulgaria -3.2M -47% Netherlands -839.3K -5% Croatia -1.7M -44% N. Macedonia-950.8K -52% Czechia -2.4M -22% Norway -209.5K -4% Denmark -139.3K -2% Poland -18.8M -49% Estonia -518.7K -39% Portugal -1.7M -16% Europe -152.2M -20% Romania -8.1M -43% Finland -1.0M -18% Russia -17.6M -12% France 1.8M 3% San Marino -2.4K -7% Germany -13.1M -16% Serbia -3.0M -45% Greece -3.7M -37% Slovakia -2.1M -37% Hungary -2.2M -23% Slovenia -485.0K -23% Iceland -35.7K -9% Spain -14.8M -31% Ireland -21.9K 0% Sweden 710.3K 7% Italy -23.8M -40% Switzerland 158.7K 2% Kosovo -579.4K -35% UK 4.8M 7% Latvia -928.2K -50% Ukraine -23.8M -61% milhares http//population.un.or/wpp milhóes A população europeia é, em grande maioria, uma população envelhecida, com baixa natalidade e, pendor decrescente no século XX; mesmo que a Europa seja o destino de gente vinda de África, América ou Ásia. As situações mais marcantes no sentido do decrescimento das populações evidenciam-se no Leste, como acima se pode observar. Destacam-se, entre outros países - Ucrânia (-61%), Albânia (-57%), Lituânia (-57%), Bósnia-Herzegovina (-56%), Bielorrússia (-52%), Macedónia do Norte (-52%), Letónia (-50%), Moldávia (-50%), Letónia (-50%), Polónia (-49%), Montenegro (-48%), Bulgária (-47%). Inversamente, as situações mais sólidas quanto ao crescimento populacional mostram-se em: Mónaco (24%), Luxemburgo (10%), Liechtenstein (9%), Suécia (7%), UK (7%), França (3%), Suíça (2%) Irlanda (0%). Entre estes estão presentes três pequenos estados; e, somente quatro, situados na faixa ocidental da Europa. Como se pode observar, entre os países com casos de crescimento demográfico, são poucos os situados na faixa ocidental da Europa. Grazia.tanta@gmail.com 18/02/2025

sábado, 10 de janeiro de 2026

As balas da guerra parecem beliscar pouco as transações de energia

 

As balas da guerra parecem beliscar pouco as transações de energia

Os     

Os cães ladram e a caravana passa… Os palhaços mantêm-se no palco, a entreter os telespectadores. Mas agora, já se vai espalhando a realidade de cada dólar estar a ser garantido por um saldo negativo de $ 30 triliões, um valor de reembolso impossível mesmo que tudo nos EUA fosse vendido; e daí que a Rússia tenha recusado o pagamento em dólares dos seus hidrocarbonetos, para além de outros modelos de transações que, na Ásia, colocaram o dólar fora do circuito, de há algum tempo a esta parte.

A decadência dos EUA segue-se à da Europa que, no final da II Guerra, havia aceitado a supremacia dos EUA, gerando a amálgama a que atualmente designamos por BideNato[1].

Neste conjunto, articulam-se duas situações. A decadência da Europa, constituída por pequenas paróquias nacionais, no exercício de constantes cotoveladas mútuas e, onde se destaca a Alemanha, a única potência comercial global dentro da UE. E o orgulho inglês, simbolicamente abatido com a independência da Índia e, consolidado quando Harold Wilson, 25 anos depois, decretou o Suez como limite oriental da atuação inglesa, aceitando a crescente estratégia dos EUA, que vem ancorando o seu poder numa presença militar disseminada pelo globo.

Center for Research on Energy and Clean Air (CREA) apurou o número de carregamentos de petróleo bruto, gás natural liquefeito, refinados de petróleo e carvão, durante os primeiros cem dias após o início da guerra na Ucrânia.

Como se observa em seguida, a Rússia não tem tido dificuldades em vender … produtos energéticos. Mesmo que entre os compradores figurem países do círculo NATO.

 

Descarregamentos de petróleo bruto russo

(10 mais importantes portos)


nº de carregamentos

Carga (1000 t)

Roterdão (P. Baixos)

47

5345

Trieste (Itália)

30

3713

Maasvlakte  (P. Baixos)

32

3645

Sikka (Índia)

20

2624

Nemrut Bay (Turquia)

16

1887

Yeosu (Coreia Sul)

17

1793

Burgas (Bulgária)

15

1713

Gdansk (Polónia)

15

1680

Sta. Panagia (Itália)

14

1611

Lanshan (China)

14

1578

 Total

220

25589





 

Descarregamentos de gás natural liquefeito (LNG) russo (10 mais importantes portos)

 

nº de carregamentos

Carga (1000 t)

 

Montoir de Bretagne (França)

12

1162

 

Zeebrugge (Bélgica)

20

1079

 

Dunkerque (França)

5

484

 

Maasvlakte  (P. Baixos)

8

433

 

Bilbao (Espanha)

4

387

 

Tianjin Xingang Pt  (China)

4

317

 

Anjeong  (Coreia Sul)

3

255

 

Kisarazu (Japão)

3

243

 

Niigata (Japão)

2

165

 

Yung-na (Taiwan)

2

159

 

 Total

63

4684

 






 

Descarregamentos de refinados de petróleo bruto russo (10 mais importantes portos)

 

nº de carregamentos

Carga (1000 t)


38

1554

Roterdão (P. Baixos)

33

1367

Ventspils (Letónia)

18

777

Hamburgo (Alemanha)

24

768

Sillamae (Estónia)

41

701

Amsterdão (P. Baixos)

15

663

Constantia (Roménia)

20

647

Agio Theodoroi (Grécia)

15

586

Korfez (Turquia)

12

472

Immingham (UK)

8

376

 

224

7911

 

O que será mesmo difícil é encontrar um naipe de gente tão minúscula como von Leyden, Boris, Stoltenberg, Zelensky, Borrell, sem esquecer o campeão Biden e o ajudante Costa, que tudo faz como servil caudatário nas altas esferas da burocracia europeia. E não referimos um verboso lusitano, por mais que se estique em frases tão cheias de profundidade literária, histórica e filosófica como "É o povo português a razão de sermos Portugal".

Este e outros textos em:

http://grazia-tanta.blogspot.com/                               

https://pt.scribd.com/uploads

http://www.slideshare.net/durgarrai/documents



[1] Uma devida homenagem à incapacidade de Biden e de alguns confrades, como o fabuloso Boris, o inseguro trintanário Stoltenberg, o Borrel, a von Leyden, sem esquecer o esforço do mainato António Costa que espera por um cargo fora da lusa paróquia. Sobre o BideNato ver http://grazia-tanta.blogspot.com/2022/05/um-sobrevoo-do-bidenato.html

 

Posted by grazia tanta at 10:14 

 

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