sábado, 2 de outubro de 2021

3D - Deficits, dívida, desigualdades

 

1 - A hierarquização e o controlo dos seres humanos em capitalismo

2 - Os deficits e a dívida banalizaram-se

3 – O aprofundamento das desigualdades na Europa


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1 - A hierarquização e o controlo dos seres humanos em capitalismo

A hierarquização dos seres humanos pode ser feita com base em elementos factuais, biológicos – por escalão etário, por estatura, por sexo – elementos que, dada a sua objetividade, pouco acrescentariam no capítulo da vida social, não fora a intrusão dos poderes políticos e económicos para o seu oportunista aproveitamento. A hierarquização mais danosa contudo, resulta precisamente da segmentação da posse do espaço, dos bens de capital, dos canais de distribuição, das desigualdades de direitos e rendimentos, inerentes às sociedades marcadas por estruturas rígidas de poder político e económico.

Essas estruturas enquadram os seres humanos e resultam de uma estratificação hierarquizada com base em elementos construídos, precisamente para estabelecer e reproduzir relações de poder, desiguais e destrutivas. Essas desigualdades reconstroem a todo o momento relações de poder e de subordinação, hoje inseridas no modelo capitalista, por herança histórica ou, como inerências, produtos daquele sistema; ou ainda, como estruturas essenciais à continuidade do modelo.

Com o capitalismo, o Estado assume-se como o grande regulador, zelador mais próximo ou mais distanciado, por vezes dominado por uma personalidade, em regra detestável; e também como pronto-socorro para situações de particular melindre para o sistema capitalista. Foi isso que se viu na crise financeira de 2008, com o desemprego, as privatizações, a acumulação de dívida, a rapina dos rendimentos do trabalho, a tomada do deficit como o elemento central da vida coletiva. É isso que se vem observando com a gestão do covid, com o Estado a aumentar o seu autoritarismo, apresentando-se como um mecenas, adiando o pagamento dos custos para mais tarde, quando acabarem as moratórias dos bancos às pequenas empresas, muitas das quais forçosamente sucumbirão; o mesmo sucedendo às famílias com dificuldades no pagamento das prestações relativas à habitação.

Curiosamente, com a crise do covid, o desemprego, os confinamentos, as escolas fechadas e, os pais encerrados em casa beneficiando das alegrias (?) do teletrabalho; apesar das bolhas turísticas encolhidas, os deficits e a dívida pública desapareceram do cenário mediático. Entrou-se na era da máscara, com sorrisos ocultos ou denunciados apenas por um leve enrugar das pálpebras; uma era de polícias em exposição frequente da sua autoridade, saídos das esquadras e dos jogos de computador onde passavam muitas horas de “serviço”.

Como se observa atualmente na gestão do vírus, os Estados não recuaram quanto ao confinamento das populações, à obrigatoriedade das vacinas, a intrusões policiais excessivas, às limitações na mobilidade, perante uma moléstia temporária que matou apenas 2.1% dos atingidos, isto é, 0.065% da Humanidade; ou ainda, cuja mortalidade (3.2 M/ano), não se compara aos 10 M de pessoas, que morrem, anualmente de cancro ou, das vítimas de doença cardiovascular (19 M) todos os anos. O jornal Expresso publicou, tempos atrás estes cálculos que, mesmo no caso dos mais velhos (> 80 anos) revelou uma taxa de sobrevivência ao contágio de 83.8%; e, que poderia ter sido superior se as condições nos lares de idosos em Portugal tivessem sido, alguma vez, objeto de uma adequada (e não corrupta) fiscalização e objeto de lucro fácil.


2 - Os deficits e a dívida banalizaram-se

Em geral, o dinheiro cria-se do nada. Os especuladores precisam de garantir a próxima transação que pode vir a ser efetuada, segundos depois da anterior. A dívida global (famílias, governos, empresas, finança) corresponde a $ 252,6*10^12); isto é, 322% do PIB global; e isso, para além das cadeias de valor correspondentes aos voláteis e obscuros “produtos derivados” ($ 558 a 1000 *10^12).

Os deficits e a dívida deixaram de ser problema, ao contrário do acontecido num recente tempo dos cortes salariais, de austeridade, de desemprego massivo, de dívida pública insustentável, da ladainha do “vivemos acima das nossas posses”; e que mereceu, claro, a intervenção saneadora e disciplinadora da troika, anos atrás. Em julho recente a dívida pública portuguesa reduziu-se em €  2900 M, o desemprego baixou para 6.4%, num conjunto de boas notícias reveladas pelo INE. Nesta narrativa de boas notícias não foi incluída a continuidade da taxa máxima (23%) de IVA em algo supérfluo como a energia elétrica nas habitações; uma prenda deixada pela troika há alguns anos.

O endividamento é menosprezado porque foi finalmente assumido que o dinheiro se tornou algo tão superabundante como os grãos de areia da praia e brota, em avalancha, dos servidores dos bancos centrais, para a especulação financeira ou, sob a designação imbecil e militarista de “bazuca”, emanada da amálgama política constituída na Europa, cujo nome oficial é de PRR – Plano de Recuperação e Resiliência.

O PRR - Plano de Recuperação e Resiliência, no caso português, envolve €16600 M dos quais € 14000 a fundo perdido; constitui uma parcela do total de € 750000 contemplados no designado plano "Next Generation EU" - destinado a todos os estados-membros e, obtidos junto do BNP Paribas, DZ Bank, HSBC, IMI-Intesa Sanpaolo, Morgan Stanley, Danske Bank e Santander, em operações que decorrerão até 2026. Na emissão do empréstimo a taxa de juro situou-se ligeiramente acima dos 0% e a procura foi sete vezes superior à procura!

Os subscritores do empréstimo não se importam minimamente com uma taxa de juro quase nula ou mesmo negativa. Os títulos emitidos pelo BCE – uma entidade pouco susceptível de falência - serão rapidamente envolvidos nas operações do mercado de capitais, transacionados em sucessivas operações de muito curto prazo, fornecendo pequenas margens que, sucedendo-se através do tempo culminam, no final de um ano, suponhamos, numa saborosa valorização. Basta, para o efeito, acompanhar o “mercado” e a sua volatilidade com poderosos meios informáticos e agir instantaneamente, no sentido da compra ou da venda. O BCE, entretanto, irá mantendo a taxa de juro original, próxima de zero, facilitando o financiamento dos países da zona euro. A referência às pirâmides de Ponzi caiu no esquecimento no pos-troika; porém, o infinito parece estar ao alcance de qualquer um, num processo iniciado nos anos 70 quando os dólares em circulação deixaram de corresponder ao ouro depositado em Fort Knox. O doping só é penalizado no desporto… e, só às vezes.

Mais concretamente, o BCE emite títulos de dívida no valor de € 2,018 biliões e estes são comprados pelo “mercado”, isto é pelos especuladores; o dinheiro irá transitar para os estados-membros que o aplicarão em investimentos pesados, nomeadamente infraestruturas de transporte e, por uns tantos “empresários” nas boas graças do governamental PS, no caso português.

Por outro lado, os especuladores, não estando nada interessados em manter aqueles títulos, com taxas de juro irrisórias ou mesmo negativas, irão entregá-los como colaterais (garantias) nas suas transações e compromissos, uma vez que emitidos por um banco central, como o BCE, com insignificante risco de falência.

Essa regulação, normalmente procura sanar as crises do capital que, cada vez mais globalizado, deixa para segundo plano os estados-nação de menor gabarito económico, político ou demográfico, para se concentrar na gestão coletiva de áreas político-económicas, como a UE, a NATO, a ASEAN, a OMS, a ONU, a OMC, a OCX, etc. Essa integração, menorizando o papel das fronteiras gera grande margem de atuação para as grandes empresas globais ou regionais, como para o sistema financeiro, desmaterializado e agente do crescimento incontrolado dos “activos financeiros”.

O Estado, no âmbito do capitalismo, cresce quanto à sua dimensão, medida em termos dos recursos gerados pela sociedade; pela amplitude e complexidade do poder legislativo, cujos textos são, muitas vezes, determinados pelos poderes económicos, junto dos partidos dominantes e/ou de advogados mafiosos; pelo caráter impositivo, autoritário e rapace face à esmagadora maioria da população; pela sua interligação a outros Estados e conluios comuns contra as populações; pela acumulação de meios repressivos de que se munem para a imposição à população, mesmo quando se dizem democráticos, organizadores de eleições “livres”, etc.

3 – O aprofundamento das desigualdades na Europa

A crise das dívidas que ocorreu entre 2008/2015 conduziu a uma reestruturação das instituições financeiras, em âmbitos nacionais, à redução do poder de compra das populações e do peso dos rendimentos do trabalho, além de mudanças na titularidade de muitas e relevantes empresas, envolvendo ainda, como contrapartida, uma elevação da carga fiscal para fazer face ao serviço de dívida.

As chamadas esquerdas mostraram toda a sua incapacidade, a sua dedicada atenção e apoio à redução dos problemas dos capitalistas, dando como inevitável um sacrifício da população perante o aumento da carga fiscal sobre o consumo de bens essenciais e sobre o trabalho, com a vulgarização do trabalho precário, aceitando onerar as classes trabalhadoras com um ónus de insegurança que teve como efeito uma evidente decadência do papel dos sindicatos, curiosamente ligados, por tradição, aos partidos de “esquerda”.

A chegada da crise do covid veio também a onerar a vida do povo mas, desta vez, a UE e o BCE, entenderam resolver a crise, através das contas públicas, sem modificações gravosas dos parâmetros fiscais, através da utilização da já referida bazuca; desta vez, ao contrário do acontecido em 2008/15, quando a subida dos deficits públicos e da dívida era tomada como algo de insuportável para a lógica neoliberal de então. Desta vez, por consequência, e ao contrário do tempo da crise de 2011/15, não surgiram siglas de grupos mais ou menos provocatórios (Geração à Rasca, por exemplo) nem disfarces de movimentos populares orquestrados pela “esquerda” portuguesa, como o “Que Se Lixe a Troika” que se finou rapidamente sem que, em caso algum, tivesse apresentado algo que se pudesse aproximar de um projeto alternativo ao gravoso statu quo de então. A crise do covid foi aceite como fatalidade do destino, com a resignação própria de uma população de perfil católico, deixando Costa e o seu gang a gerir a situação, sem incómodos políticos, sindicais ou populares, assistindo, pacientemente, aos desabafos inócuos da “esquerda”. Daí que, recentemente, tenhamos referido Portugal, por Cabo Cadaveral.

Tomámos para alguns países da UE uma avaliação da variação anual, para os últimos dez anos, do rendimento de um agregado familiar médio e ainda para alguns elementos, claramente geridos pelos governos – despesa, receita e dívida pública.

Comecemos por referir as enormes diferenças entre os rendimentos médios por agregado familiar, em termos numéricos para alguns países selecionados. Daí se podem aferir ideias mais claras sobre as diferenças entre si e os reais níveis de vida no seio da UE, um espaço económico e político gerador das profundas desigualdades tão caras ao capitalismo. É perfeitamente discernível o impacto da crise financeira sobre os países forçados a um “downsizing” devido a viverem “acima das suas possibilidades”.

euros


2008

2018

UE-27

16635

19121

Alemanha

21466

25871

Bélgica

21376

25084

Espanha

16924

16939

França

23426

25446

Grécia

13955

9049

Itália

18221

19208

Portugal

10546

11063

                     Fonte: Eurostat

Em regra, como mais abaixo se observará, os rendimentos familiares têm uma evolução anual média mais desfavorável do que a observada para a despesa pública, com a excepção de Portugal. Neste campo, é bem visível o torniquete aplicado aos gregos para os quais a redução dos gastos públicos é superada por uma quebra muito elevada dos rendimentos familiares durante o período. É evidente a diferença, na evolução dos rendimentos familiares, entre o conjunto dos países submetidos a intervenções mais ou menos formais, no sentido de um aperto sobre o bem-estar das populações – Espanha, Grécia, Itália e Portugal – e os restantes, onde o gasto público cresce acima dos rendimentos familiares (ou decresce menos no caso grego).


Variação anual (%)


Rendimento *

Despesa pública

Receita Pública

Dívida Pública


(2018/10)

2019/10

2019/10

2019/10

UE-27

1,87

1,94

3,52

2,52

Alemanha

2,57

2,91

4,83

-0,30

Bélgica

2,17

2,98

3,58

3,14

Espanha

0,01

0,67

2,73

9,24

França

1,08

2,10

3,09

4,43

Grécia

-4,39

-2,90

-0,42

0,02

Itália

0,68

0,92

1,61

2,83

Portugal

0,61

-0,27

2,81

4,32

            * por agregado doméstico                    Eurostat

Quanto à despesa pública é evidente a diferença entre os países a norte dos Pirinéus e os países sob aperto financeiro, a sul, entre os quais Grécia e Portugal que apresentam uma quebra dos gastos públicos em 2010/19. Essa diferença vislumbra-se também quanto às receitas públicas que apresentam uma quebra no caso grego, sendo evidente alguma diferenciação entre os países a norte e os restantes, mais a sul.

Finalmente, quanto à dívida pública observam-se várias situações. A Alemanha reduz a sua dívida ainda que marginalmente. França e Portugal aumentam em mais de 4% anuais os seus endividamentos mas claramente superados pela Espanha cuja dívida cresce 9.2% no período. Bélgica e Itália apresentam um crescimento modesto da dívida enquanto a Grécia mostra uma variação quase nula, na sequência do violentíssimo aperto financeiro orquestrado pela troika.

 Este e outros documentos em:    

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sábado, 11 de setembro de 2021

Structure and evolution of the various levels of education in the EU (2011/20)

Summary

1 - Educational profiles of the European population

2 - Level of qualifications (0-2)

3 - Level of qualifications (3-4)

4 - Level of qualifications (5-8)

Historical note

 M/W distribution by educational level[1] in the EU (population 15/64 years old) (%)

Levels

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

                   Total

0-2

30,5

29,8

28,8

28,4

27,9

27,4

26,9

26,3

25,7

25,1

3-4

47,1

47,0

47,2

47,1

47,0

46,9

46,8

46,5

46,3

46,0

5-8

22,4

23,2

24

24,5

25,2

25,7

26,4

27,1

27,9

29,0

                   Women

0-2

30,6

29,6

28,6

28,1

27,4

26,8

26,2

25,6

24,9

24,1

3-4

45,8

45,7

45,8

45,8

45,6

45,6

45,4

45,1

45,0

44,5

5-8

23,6

24,6

25,6

26,0

26,9

27,6

28,4

29,3

30,2

31,4

                   Men 

0-2

30,5

29,9

29,0

28,7

28,3

27,9

27,5

27,1

26,6

26,1

3-4

48,3

48,3

48,6

48,3

48,4

48,3

48,2

48,0

47,7

47,4

5-8

21,2

21,8

22,4

23,0

23,4

23,8

24,3

25,0

25,7

26,5

1 - Educational profiles of the European population

Very briefly, in the table above and, for the decade considered, there is a reduction in the volume of people with the lowest qualifications, compensated by the increase in the group with the highest levels of education; and, with a relative stagnation of the weight of the set that encompasses people with an intermediate education (3-4). The weight of women with higher qualifications, in total, increased more than that of men; and on the other hand the fall among women with the lowest qualifications is more pronounced than that observed among the men.

 _______

[1]   Levels of education of the population aged 15/64:

0-2 - Less than primary, primary and lower secondary

3-4 – Upper secondary, post-secondary not higher

5-8 - Superior

    All data were collected from Eurostat

To what we have summarized above as a general framework follows by the development next, where we can observe the evolution of the weight of each educational segment between 2011 and 2020, without gender distinction:

2011 – Educational profile of European countries

2020 – Educational profile of European countries


The observation of the two graphs shows some changes to the pattern, constituted by the predominance of people with intermediate levels of education (3-4); regardless of gender.

In 2011, five countries were out of this pattern, where the portion of the population with the lowest qualifications (0-2) is predominant. Thus, the 5 most negative situations (in %) are:

2011 – Turkey (70), Portugal (64.2), Malta (58.9), Spain (47), Italy (45.5)

2020 - Turkey (58.7), Portugal (44.5), Malta (40.3), Italy (39), Spain (38.2)

And, the 5 least dramatic situations (in %) were evidenced in:

2011 - Czech Republic (13.9), Slovakia (15.7) Lithuania (15.9), Poland (17.5), Estonia (17.7)

2020 - Lithuania (10.8), Czech Rep. (12.3), Poland (12.9), Slovakia (13.5) Latvia (14.6)

A Europe at various speeds, with very different population profiles, in the chapter on levels of education, inducers of various levels of income and well-being, despite the existence of community funds that serve only to maintain these inequalities without social convulsions. This structural situation is guaranteed by the action of closed political oligarchies, reactionary and corrupt, obedient to the great multinational emporiums and the financial system; that, in order to maintain their power, they repay the parties politicians and their mandarins with legal and illegal funding.

In 2020 there are some changes, but none in the sense of strengthening the workforce populations with (0-2) education profile. The biggest breaks in the representativeness of the profile (0-2) in the period 2011/20 are observed in Portugal (19.7%), Malta (18.6%), Greece (12.8%) and Turkey (11%) in a context where, in the EU-27, the reduction was 5.4%. These reductions show the greatest cognitive demands that productive and cultural processes are placing in the new generations and, on the other hand, the deaths of older people with qualifications acquired in very ancient times. It should be noted that in Germany, in 2020, we find the only case of population increase with the profile (0-2).

In 2011, there was no situation of predominance of an echelon representation of (5-8) qualifications. On the other hand, the weight of the population, in 2020, included in that level grows, in all countries with the highest increase cases, above 10%, in Austria (15%), Malta (12.9%), Lithuania (10.8%) and Switzerland (10.4%). In 2020 and, with regard to the weight in the population of 15/64 years old, the most expressive marks in the grade (5-8) of qualifications are showed in Ireland (42.8%), Luxembourg (40.9%) and Cyprus (40.2%), and also in Norway, Belgium and Iceland which outperform the segment (3-4) of qualifications by a small margin.

 2 - Level of qualifications (0-2)

The weight in the total population at level 0-2, regardless of sex, can be observed. In none case the representation of this level of education increases, between 2011 and 2020, and the main falls are recorded in countries where this level of education was most significant in 2011. Turkey, in 2020 is the only country where, in the last year, the population with the level of education 0-2 remained above 50% of the population; Portugal and Malta lost this "distinction" in force in 2011.

Also in global terms of qualification 0-2, it is observed here the situation of the female population, on the one hand, and the male population, on the other. So the break for the cast of women in that qualification profile (-6.5 percentage points) is higher than that of men (-4.4 pp), between the two years to which the data refer. The biggest reductions in the female population are registered in Malta (20.3 pp), Portugal (20 pp) and Iceland (13.1 pp), with only one case of increasing, albeit marginal, in Germany (0.2 pp). The fall of indicators is more evident in women than among men, especially in Iceland (7.4 pp), Austria (4 pp) and Switzerland (3.8 pp), the opposite occurring in Greece (4.2 pp) and Latvia, among others.

 The targeting for level 0-2 between women and men has the following profiles:

In summary, the 5 situations with the greatest weight for female populations (in %) are:

 2011 – Turkey (75.0), Portugal (60.9), Malta (59.1), Spain (44.9), Italy (44.0)

2020 - Turkey (62.2), Portugal (40.9), Malta (38.8), Italy (36.7), Spain (34.8)

 And, the 5 most acceptable situations (in %) all verified in Eastern Europe are:

2011 - Lithuania (14.3), Estonia (14.9), Latvia (15.7), Czech Rep. (16.0), Slovakia and Poland (17.1)

2020 - Lithuania (9.0), Latvia (11.8), Poland (12.2), Estonia (12.4), Czech Rep. (12.9).

Portugal and Malta show the biggest reductions in the volume of women in this age group of qualifications (about 20 pp), although this does not change the hierarchy on the podium, nor does it change the distance relating to Turkey which maintains the largest share of women with this pattern of qualifications. On the other hand, after the general reduction in 2020, the compression margin will tend to decrease, by effect of the mortality of the elderly, with less education, a fact combined with the entry into the levels of higher education, of younger women.

In the case of males, the reduction in their weight in total, in the period 2011/20 is 4.4 pp, clearly below the observed for women (-6.5% pp, as mentioned). In total population aged 15/64 years, the weight of men in total, increased from 30.5% to 26.1%. Luxembourg and the Czech Republic show, in 2020, zero variations in the share of men with levels educational 0-2.

In summary, the 5 situations with the greatest importance of male populations (in %) are:

2011 – Portugal (67.6), Turkey (64.8), Malta (58.7), Spain (49), Italy (47)

2020 - Turkey (55.1), Portugal (48.3), Malta (41.6), Spain (41.5), Italy (41.4);

and, the 5 situations with less relevance of the male populations (in %) are:

2011 - Czech Republic (11.8), Slovakia (14.2), Germany (16.4), Lithuania (17.5), Poland (18)

2020 - Czech Republic (11.8), Lithuania (12.6), Slovakia (13), Poland (13.7), Slovenia (13.9)

The main reductions (> 10%) in this male segment in 2011/20 are observed in the South (Portugal, Malta, and Greece) in addition to Ireland. Only in Germany shows a growth in the weight (3.8%) of this slice of the male population, perhaps with the entry of many immigrants, coming largely from the Near East; the same happens with women but on a much lower scale (0.2%).

3 - Level of qualifications (3-4)

Level 3-4 is, roughly speaking, the one where the largest number of people are integrated in the set of both sexes; it constitutes the intermediate level of qualifications. The people included in this level, in 2011 they emerged as the largest segment of the population, except in Spain, Italy, Malta, Portugal, Iceland and Turkey, where the dominant group is that of the least instructed (0-2) population. On the other hand, in 2011, there is no record in which level 5-8 is shown dominant. Nine years later, there are notorious changes.

The countries where the 0-2 level is dominant, they belong, in 2020, to the Mediterranean basin – Turkey, Portugal, Malta, and Spain. On the other hand, there are six countries that started to consider the echelon of higher education (5-8) as the dominant, a situation that did not exist nine years before  Ireland (42.8%) and Luxembourg (40.9%) with the highest indicators and also, Cyprus, Norway, Belgium, and Iceland.

In the graph below, the segmentation of countries into two groups can be seen; that of those who increase the relative weight in 2011/20 and those that reduce it. The strongest population growth with education levels (3-4) are registered in countries on the southern periphery – Portugal (9.9%), Greece (6.5%) and Malta (5.7%), among others, a fact that is not registered in the South and East, on the contrary. In between to the latter, Austria reduces its population with education level 3-4, by 10.6% followed by Luxembourg (-7.4%).

In the first situation are the countries of the Mediterranean fringe, with educational profiles weaker than the rest, to the north and east, where changes are made towards strengthening higher educational levels (5-8). Portugal and Greece have the biggest rises in the weight of level 3-4 and overlap with Turkey regarding the low representation of that level education, being still at a stage of educational development, passing the level 0-2 to 3-4; while the rest are reinforcing the relevance of the highest qualifications (5-8) at the expense of levels 3-4.

 

As a rule, for the EU as a whole, the share of men with education level 3-4 is higher than that of women in 2011 and in 2020, even though in both cases there was a slight fall; however, in most cases gender differences are not very relevant.

In the case of men, their share of this level of education in Portugal exceeded 19.7% of the total to 31.5%, the biggest rise overall, followed by Greece with 9.9 pp of increase. These rises occurred essentially in Southern Europe but, including France, Finland, and Ireland. As for the reduction in the proportion of men included in this profile, the largest falls are registered in Austria (-10.7%), Luxembourg and Germany.

 

For women, there is an overall reduction of 1.3%, which does not show great difference compared to that recorded for men (-1%); and even though there are many more cases of a reduction than of increases in the female population with education included in profile 3-4. The vast majority of cases of reduction is seen in the group of countries located to the north and center of Europe, especially Austria (-10.5%), Luxembourg (-8%) and Latvia (-7.3%). Concerning the situations of the most relevant increase in female labour, Portugal and Malta arise, respectively with 8 and 5.6%, an evolution essentially present in the countries of the South, with the exceptions of Ireland, France, and Iceland.


4 - Level of qualifications (5-8)

All the considered countries show an increase in the weight of the population with this level of qualifications, as a reflection of the demands that the acquired knowledge keep up with the social, economic and cultural evolution: that constitutes a characteristic of the historical process, even we verify the existence of areas of civilizational regression with greater or lesser temporal dimension.

In 2011, the level of education 5-8 did not appear as the most relevant among the considered countries; the cases in which this type of population had the greatest relative importance were Ireland (34.4%), Cyprus (33.7%), GB (33.2%) and still, with indicators above 30%, countries such as Belgium, Estonia, Luxembourg, Finland, and Norway. Nine years later, in 2020, the higher indicators corresponded to countries such as Ireland (42.8%), Luxembourg (40.9%) and Cyprus (40.2%) and Belgium, Iceland and Norway. In this context, in none of the considered countries, we see a reduction of the relative weight of the population with qualification 5-8.

The situations of greatest growth in the relative weight of the 5-8 segment of qualifications in the period 2011/20 appear in Austria (15%), Malta (12.9%), Lithuania (10.8%), Switzerland (10.4%) and in Portugal and Slovenia with 9.9%. On the opposite pole, that of situations of weak growth in the relevance of this type of training, are found in Germany (2.9%), Romania (3.3%), Italy (4.7%) and also Northern Macedonia, Hungary and Bulgaria.

The following graph reveals the differences between European countries in terms of more qualified population weight; as well as the huge differences between national indicators – in 2011 the Irish indicator is triple of that registered by Turkey and, in 2020, this cleavage shrinks slightly compared to Romania.

In summary, the 5 situations where the relief of the most skilled populations is greater (in %) are:

2011 – Ireland (34.4), Cyprus (33.7), Finland (32.5), UK (33.2), Norway (32.1)

2020 - Ireland (42.8), Luxembourg (40.9), Cyprus (40.2), Finland (39.8), Switzerland (39.3);

 And, the situations with less relevance of this set of qualifications (in %) are:

2011 – Turkey (11.3), Romania (12.9), Italy (13.2) Northern Macedonia (15.0) Malta (15.1), Croatia (15.4) and Portugal (15.5)

2020 - Romania (16.2), Italy (17.9), Turkey (19.7), Northern Macedonia (20.0) and Croatia (22.0)

There are no cases of reduction in the relative weight of this type of qualifications; the cases where the evolution was weaker, in the period 2011/20, are Germany (12%), Estonia and Cyprus (19%). Conversely, the largest increases are observed in Austria (92%), Malta (85%), Turkey (74%) and Portugal (64%).

Now, let us observe the increased role of women in the set of higher qualifications (5-8). Within the population aged 15 to 64 years, with training in the higher echelons (5-8), the following elements, reveal the greatest commitment and dynamism of women regarding the possession of higher qualifications; even though, in many situations, women are relegated to painful functions, inadequate to their knowledge, precarious and, with lower salaries than men.

 

2011

2020

Variation 5-8

Level of skills

5 - 8

0.2 / 3-4

5 - 8

0-2 / 3-4

    men

21.2%

78.8%

26.5 %

73.5%

+25.0%

    women

23.6%

76.4%

31.4%

68.6%

+33.1%

    total

22.4%

77.6%

29.0%

71.0%

+29.4%

The 5 situations where the most skilled women are more prominent (in %) are all in the north of the Europe:

2011 – Estonia (38.8), Finland (37.9), Ireland (37.6), Norway (36.1), Sweden (33.8)

2020 - Finland (46.7), Ireland (46.1), Cyprus and Sweden (44.9), Norway (44.3);

 and, the situations with less relevance of this set of qualifications (in %) are:

2011 – Turkey (9.5), Romania (13.2), Italy (14.6) Austria (14.8), Malta (15.3), Macedonia of the North (15.4);

2020 - Romania (17.5), Turkey (18.8), Italy (20.6), Northern Macedonia (22.0) and Czech Republic (24.5).

The evolution of the presence of women in the scope of the highest basic qualifications shows that there is no case of regression; on the contrary, in all countries there is a growth in the share of women. For example, in the considered period, there are eleven situations with the score exceeding 40%, linked to three situations where the threshold exceeds the 45% - Estonia, Ireland, and Finland.

As for the lowest indicators, in 2011 there were four situations in which women represented less than 15% of those qualified with level 5-8 of education (Romania, Turkey, Italy, and Austria). In 2020, the 20% threshold was only not reached by Romania and Turkey.

 

Even these indicators reveal a low female participation, the observed evolution between the two moments in comparison is notorious.

As for the male population with higher education, as for women, there are no cases of regression in this population segment, in the period 2011/20. In 2011, only five countries presented values ​​above 30%, as mentioned below; nine years later the number of countries was fourteen. And, among these, three exceeded 35% (Ireland, Netherlands and Cyprus, as can be seen in the graph) and, the remaining two – Switzerland and Luxembourg – had more than 40% of the male population with qualifications fitting profiles 5-8.

 

Concerning male work, the 5 situations where the weight of more skilled men is greater (in %) are:

2011 – Switzerland (33.5), Luxembourg (33.4), UK (32.4), Ireland (31.1), Cyprus (30.2);

2020 - Switzerland (41.5), Luxembourg (40.2), Ireland (39.3), Netherlands (35.5), Cyprus (35.2);

 and, the situations with less relevance of this set of qualifications (in %) are:

2011 – Italy (11.7) Romania (12.6), Portugal (12.7), Turkey (13.1), Croatia (14.0);

2020 - Romania (15.0), Italy (15.1), Maced. North (18.1), Croatia (18.3), Slovakia (19.5).

It will certainly not be strange that in those two countries - Switzerland and Luxembourg - the financial sector has a unique relevance and provide a relevant contribution to the concentration of people with high qualifications.

Bibliography

Education levels among the peoples of Europe (1st part)

https://grazia-tanta.blogspot.com/2019/08/os-niveis-de-educacao-entre-os-povos-da.html

School leaving in Europe (2000-2018) - 2nd part

https://grazia-tanta.blogspot.com/2019/08/o-abandono-escolar-na-europa-2000-2018.html

Education and the economic model for Southern Europe (1)

http://grazia-tanta.blogspot.pt/2013/03/a-instrucao-eo-modelo-economico-para-o.html

Inequalities in demographic dynamics in the Iberian Peninsula (1990/2019)

https://grazia-tanta.blogspot.com/2020/07/desigualdades-na-dinamica-demografica.html

Historical note

In the context of the EU, Portugal presents a negative situation, which leads us to think on some historical factors. During the fascist regime, in force between 1926/74, the levels of illiteracy were very high, which was consistent with the Catholic and patriarchal character of the regime. One can take as an example, the position of the dictator Salazar, for whom women's illiteracy, for example, was considered a form to maintain the decency and good social practices of Catholic morality, since they could not write “little notes to lovers”… certainly full of indecency.

The current post-fascist regime, anchored in the PS/PSD (socialist and social-democratic parties), certainly did not co-opt those ultramontane prejudices; it was confined to maintain a low level of qualifications, the adequate to the characteristics of Portuguese businessmen that, statistical data meanwhile removed from publication (Iberian Peninsula in Numbers), showed that the Portuguese employers had qualifications lower than the ones of wage earners; which contrasted with what was happening in Spain and Europe in general.

This and other texts in:

 http://grazia-tanta.blogspot.com/

http://www.slideshare.net/durgarrai/documents

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