quinta-feira, 1 de abril de 2021

Demografia na Europa – um mundo de desigualdades (2015-2020)

 Em 2007, no Tratado de Lisboa, com pompa e circunstância, prometia-se uma coesão territorial e social no seio da UE. Em 2021 as discrepâncias demográficas continuam enormes e permanentes

Sumário

1 – A demografia espelha as derivas capitalistas e dos seus promotores

2 – Evolução demográfica nas regiões europeias

3 – As duradouras desigualdades demográficos

4 – As permanentes desigualdades regionais internas

 +++++ |||||||||| +++++

1 – A demografia espelha as derivas capitalistas e dos seus promotores

A observação dos sentidos e dos valores de evolução da população de um estado-nação ou de uma região, num deles incluída, revela com bastante nitidez a relação dessa população com o território e, particularmente com as suas camadas dirigentes e os capitalistas indígenas. É evidente que uma classe política com propensão para a corrupção e o compadrio toma a população como um rebanho a tosquiar com regularidade; compelindo-a a manter-se mansa e pouco exigente de rendimentos decentes e, dignas condições de vida, para agradar a multinacionais ou a empresários locais desqualificados e toscos, com vocação para negreiros. Para atrair “o investimento externo” e ser competitivo na arena global, vigora a luta de todos contra todos.

Por outro lado, a classe política de um país mais rico, com carência de executantes de tarefas menos qualificadas ou pior remuneradas, usará os imigrantes como forma de contenção salarial e de direitos; e saberá manter em níveis toleráveis a ameaça de expulsão, o medo e a submissão, gerindo o anátema lançado por nacionalistas, racistas e fascistas locais, para que  se não provoque uma debandada.

No âmbito da deriva neoliberal, um território e a sua população são meros produtos, mais ou menos competitivos, como máquinas de café ou bananas; se forem mais competitivos as taxas de natalidade serão maiores, o perfil etário será equilibrado, acolherá gente vinda de áreas menos competitivas do mesmo estado-nação, de países próximos ou, mesmo muito distanciados. A migração, sobretudo com proveniências longínquas não é fácil para os recém-chegados, confrontados com uma língua desconhecida, hábitos distintos, salários baixos no padrão local, tarefas mais penosas e mal pagas, autoritarismo e, animosidades vindas de camadas locais, chauvinistas, racistas e fascistas.

O Tratado de Lisboa (2007), com pompa e circunstância, introduziu o conceito de coesão territorial. Entende-se com isso que as respetivas populações podem e conseguem aproveitar a caraterização própria do seu território para gerar emprego e remuneração decente aos seus habitantes; para que o seu esforço de trabalho produza “um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável” para usar o patois dos burocratas. Como adiante se quantificará são profundas as desigualdades no quadro europeu, quanto à qualidade de vida e de rendimentos, à desertificação de imensas áreas, às migrações que acentuam as desigualdades e geram as animosidades étnicas e a xenofobia que acompanham o crescimento do PIB nuns lados e a entropia e o abandono em outros. E o covid, para além da sua intrínseca atuação, veio cruzar-se com a incapacidade das classes políticas em gerir a presença do vírus, mais de um ano depois do deflagrar da crise; excepto nos confinamentos, nos teletrabalhos, nos despedimentos, na utilização desajustada das forças policiais, etc.

Diz-se, também no referido Tratado (artigo 176º) que o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional dará o seu contributo para a correção dos desequilíbrios; que, passados catorze anos, tarda em demonstrar resultados. Daí resultam atitudes xenófobas e fascizantes; nacionalismos e patriotismos bolorentos que vêm capturando eleitorados conservadores; e lançam as chamadas esquerdas para a decrepitude passadista, já que mais não sabem.    

2 – Evolução demográfica nas regiões europeias

Há cerca de cinco anos, observámos a evolução demográfica na Europa, detalhando a análise às regiões NUT – 2, a partir de 1990 até ao período 2010/15. Cinco anos depois, entendemos fazer uma análise semelhante para o período 2015/20, comparando-o com quinquénio anterior e, naturalmente, proceder à observação das alterações que entretanto, ocorreram. Graficamente, apresentamos, nos mapas seguintes e, para efeitos de comparação, a evolução registada entre os períodos 2010/2015 e 2015/2020.

A observação dos dois mapas, com as variações demográficas para os dois lustros, evidencia várias manchas compactas de áreas com expansão demográfica como também de com regressão populacional.

 

Em 2010/15 observam-se quatro grandes manchas com decréscimos populacionais abaixo de -1% (a vermelho) – uma, abrange a maior parte da Península Ibérica; outra, ocupa parte substancial da Alemanha: uma terceira estende-se da Polónia até ao golfo da Finlândia; e, uma última, abrange os Balcãs e a Hungria embora se deva ter em conta que não se dispõe de dados para vários países, incluindo a Grécia.

Quanto às regiões com redução populacional entre 0 e -1% em 2010/15 observam-se duas áreas mais dilatadas, na área ocidental da Alemanha e, numa faixa territorial que vai da área mais ocidental da Polónia para sul, até à Eslováquia, para além de regiões isoladas em vários países.

Em 2015/20, a área ibérica com regressão populacional abaixo de 1% centra-se no oeste ibérico reduzindo-se, portanto em relação ao quinquénio anterior; reduz-se substancialmente o território alemão com regressão demográfica abaixo de -1% e, em contrapartida, todo o território ocidental italiano da fronteira suíça para sul, incluindo as ilhas, revela-se com evidente regressão populacional; nos Balcãs a situação não se altera mesmo que agora se conheçam dados para quase toda a região; finalmente, a regressão populacional verificada antes para a Polónia e os países bálticos, alarga-se pela Finlândia e densifica-se para sul.

A abordagem às regiões onde o crescimento demográfico foi positivo mas inferior a 2% revela, em 2010/15 várias concentrações territoriais. Uma, evidencia-se em território francês; outra, espalha-se, de um modo geral entre a República Checa e o Adriático, incluindo parte da Áustria e do norte de Itália. Há ainda a registar áreas importantes no sul de Itália, na Polónia, em áreas ocidentais da costa inglesa e na Escócia e, para finalizar nas margens do Golfo de Bótnia, em territórios suecos e finlandeses.

Observando o mesmo nível de evolução populacional para 2015/20, nota-se um alargamento da área que compreende o norte da Inglaterra e a Escócia, as regiões setentrionais da Noruega e da Suécia e ainda na área sul-ocidental da Alemanha, para além de várias zonas menores, mormente em Espanha, norte de Itália, Polónia ou República Checa.

O crescimento demográfico robusto (2 a 5%) em 2010/15 contempla várias áreas. Uma é o sul e o oeste de França; outra estende-se de Itália (Lácio) até ao sul da Alemanha; uma terceira abrange todo o sul da Inglaterra; e é ainda de assinalar o sul da Suécia, a Islândia e a Bélgica.

Tomando o mesmo parâmetro para o período 2015/20, há a destacar uma vasta zona, homogénea que parte de Navarra e Catalunha, atravessa o sul de França e atinge o sul da Alemanha e quase toda a Áustria. Outras áreas, menores, observam-se na Inglaterra, na costa do Mar do Norte e na costa norueguesa; para além de vastas áreas da Turquia.

No primeiro lustro, as situações de crescimento demográfico acima de 5% apresentam as maiores manchas territoriais no sul da Noruega, nas áreas de Estocolmo e Helsínquia; nas áreas de Genebra, no centro da Suíça (incluindo Zurick); no Languedoc-Roussillon e na Córsega, em França; no Lácio, no Luxemburgo e nas áreas de Londres e Praga. No mapa, a zona mais extensa de forte dinamismo demográfico situa-se na Turquia.

Na abordagem do período 2015/20 separámos os casos de crescimento demográfico entre 5 e 10%, daqueles em que o mesmo é superior a 10%. Os últimos casos são muito poucos – Islândia, Luxemburgo, Malta, as ilhas gregas do Egeu Norte (junto à Ásia Menor) e algumas regiões da Turquia

Quanto às situações de crescimento demográfico de 5 a 10 % no período, as mais extensas situam-se no sul da Escandinávia, na Irlanda, na Córsega nas Baleares e na Turquia: para além das mais dinâmicas regiões suíças (Genebra e Zurick) sobressaem as áreas centradas em cidades ou, áreas urbanas como Berlim, Leipzig, Praga, Viena, Bratislava, Hamburgo, Bremen, Budapeste, Madrid e Helsínquia.

3 – As duradouras desigualdades demográficos

A evolução retratada nos vários quinquénios a partir de 1990 mostra (quadro seguinte) os valores correspondentes ao total da população dos países com redução demográfica. O seu número mantém-se relativamente constante, com um período mais elevado em 2010/15, resultante da inclusão da Alemanha, da Espanha e da Estónia, o que deixa de se verificar no quinquénio mais recente; por seu turno, a Itália passou a apresentar um indicador negativo no último período. Estas situações são facilmente descortinadas nos dois mapas acima apresentados. A situação registada no período 2015/20 revela, pela primeira vez, uma redução do volume das populações afetas a esses países com decréscimo populacional. 

 

Países com decréscimo populacional (UE)*


1995/

1990

2000/

1995

2005/

2000

2010/

2005

2015/

2010

2020/

2015

9

10

10

9

12

10

População (1000)

66049

103189

104190

168365

234261

162802

%  do total UE

13,7

21,2

21,1

33,5

46,2

31.7

  Todos os períodos – Bulgária, Estónia, Croácia, Letónia, Lituânia, Hungria e Roménia

  Em 5 periodos  - Polónia, excepto em 1995/90

  Em 3 períodos – Rep. Checa (três primeiros);

  Em 2 períodos – Eslovénia (dois primeiros); Alemanha; Portugal e Grécia (os dois últimos)

  Em um só período – Eslováquia (2005/2000); Espanha (2010/15); Itália (2015/20)

  *Com população decrescente nos dois últimos quinquénios (não membros da UE) – Sérvia, Albânia; e, Montenegro (2015/20)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De seguida procedemos à distribuição dos países da UE – e outros do espaço europeu - consoante os valores médios para a evolução populacional (em %) nos dois quinquénios:

Decrescimento

  Crescimento fraco <1)

  Crescim. Médio (1-5)

  Crescim. Elevado (>5)


2015/

2020

2010/

2015


2015/

2020

2010/

2015


2015/

2020

2010/

2015


2015/

2020

2010/

2015

Lituânia

-4.4

-7.0

Monteneg.


0.5

P. Baixos

3.0

2.0

Suíça

 

5.8

Croácia

-4.0

-1.8

Eslováquia

0.7

0.6

Finlândia


2.3

Malta

17.0

6.2

Letónia

-4.0

-6.3

Rep. Checa


0.7

Dinamarca

2.9

2.3

Noruega

 

6.4

Bulgária

-3.5

-3.0

Eslovénia


0.8

Itália


2.7

Turquia

7.0

7.1

Roménia

-2.7

-2.1

Macedón.N

0.3

0.8

França

1.3

2.8

Luxemb.

11.2

12.1

Sérvia

-2.6

-2.6

Finlândia

0.98


Áustria

3.7

2.8

Suécia

6.0


Itália

-1.9


UE

0.8

0.7

Irlanda


2.8

Irlanda

6.1


Albânia

-1.4

-1.1




Chipre

4.8

3.4

Islândia

10.7


Grécia

-1.3

-2.4




Islândia


3.6


 


Hungria

-0.9

-1.6




Bélgica

2.5

3.7


 


Portugal

-0.8

-1.9




GB

2.8

3.8


 


Polónia

-0.1

-0.05




Liechtenst.

3.7

4.1


 


Monteneg.

-0.04





Suécia


4.4


 


Estónia


-1.4




Estónia

1.1



 


Alemanha


-0.7




Rep. Checa

1.5



 


Espanha


-0.1




Eslovénia

1.6



 








Espanha

1.9



 








Alemanha

2.4



 








Noruega

3.9



 








Suíça

4.5



 


Nota:  Países não membros da UE em itálico                                  Fonte primária: Eurostat     

No âmbito da UE, 20 países não alteram o escalão da sua dinâmica demográfica, 9 dos quais com regressões populacionais consolidadas, enquanto outros 9 mostram um crescimento demográfico nos dois períodos, o que revela as grandes e persistentes desigualdades dentro da UE. Revela-se também que os fundos comunitários estão longe de gerar homogeneidade e igualdade de condições de vida, como aliás também se pode observar nos mapas aqui inseridos. Aliás, admitir como objetivo sério e persistente uma homogeneidade nas condicões de vida entre as várias regiões da Europa é uma ladainha que surge nos discursos das classes políticas e nos eurocratas, para entorpecer e enganar os povos; a realidade retratada nos mapas facilmente mostra que o rei vai nu. 

 

O número de situações de decréscimo demográfico é quase igual nos dois períodos, com maior homogeneidade no mais recente onde os casos mais gravosos se situam entre -4.4 e -2.6% de redução populacional, muito abaixo do verificado no quinquénio mais recuado, sobretudo para a Lituânia e a Letónia. Como se referiu atrás, para os dois períodos – e se pode divisar nos mapas - os casos de maior quebra populacional situam-se no Báltico e nos Balcãs. Em 2010/15, Alemanha, Espanha e Portugal eram os únicos países com decrescimento demográfico na Europa Ocidental e, no período seguinte apenas se situam nessa situação Itália e Portugal que, certamente arrastaram para o último período as feridas geradas pela durante a intervenção “saneadora” das instituições de regulação (FMI, BCE…).

O capitalismo não tem a igualdade, entre estados-nação ou entre pessoas, como imagem de marca; pelo contrário, a desigualdade permite a escolha do mais barato, do mais precário, do mais submisso, pois daí resultam maiores margens de acumulação de capital e maior concorrência entre quantos dependem do seu labor para viver, mesmo que parcamente. Décadas atrás, a procura de força de trabalho mais barata, cingia-se às áreas rurais do mesmo país (Portugal anos 50, por exemplo); depois, alargou-se a países próximos (portugueses, espanhóis, magrebinos emigrados para França ou, jugoslavos para a Alemanha nos anos 70); e, mais recentemente, num quadro intercontinental, com latino-americanos e africanos por toda a Europa, filipinos nas monarquias do Golfo Pérsico e, tutti-quanti nos EUA, mormente os latino-americanos, honrados com um muro eletrificado e vigiado e que foi uma das grandes bandeiras hasteadas por Trump. Em regra, a homogeneidade no povoamento dos territórios não existe e é uma potencial frustração para quantos acreditam na racionalidade humana aplicada ao planeamento, à coesão territorial e outras belas melodias cantadas pelas classes políticas. 

A Alemanha, a Estónia e a Espanha são os únicos países que passaram de situações de quebra populacional em 2010/15 para taxas de crescimento médio de população, sucedendo exatamente o contrário com a Itália. O gráfico seguinte expõe as variações quinquenais da população para todos os países da Europa, por ordem alfabética.

Destacamos no gráfico seguinte, algumas situações:

·       * Com crescimento demográfico superior a 5% em 2010/15 – Luxemburgo, Malta ambos próximos de paraísos fiscais, ambos membros da UE; e ainda a Noruega, o cofre-forte europeu (Suíça) e a Turquia em tempo de afirmação geopolítica entre os países muçulmanos das suas proximidades, após a cessação das esperanças de integração na UE (um país com a população da Alemanha, muçulmano e com salários “competitivos” não era bem vista na Europa).

·       *  Com crescimento demográfico superior a 5% em 2015/20, mantêm-se Luxemburgo, Malta e Turquia aos quais se devem juntar, Irlanda, Islândia e Suécia.

·       * Os casos mais destacáveis de regressão populacional registam-se em 2015/20 são os de Lituânia, Letónia, Sérvia, Roménia, Croácia, Bulgária, Grécia, Hungria, Portugal, cujas situações se mantêm, grosso modo, no quinquénio anterior.

As desigualdades expressas no quadro anterior para os estados-nação europeus podem ser mais detalhadas considerando a informação das regiões com quebra populacional em cada país, para vários momentos dos últimos 25 anos. O perfil daí resultante é o seguinte:

 

Regiões da UE com quebra populacional no quinquénio terminado no ano referido

Total de regiões

1995

2000

2005

2010

2015

2020

Bélgica (11)

1

1

-

-

-

-

Bulgária (6)

6

6

6

6

6

6

Rep Checa (8)

nd

6

7

1

3

3

Dinamarca (5)

-

-

-

-

1

-

Alemanha (36)

5

11

12

25

25

4

Estónia (1)

1

1

1

1

1

-

Irlanda (2)

nd

nd

-

-

1

-

Grécia (4) (a) (13 em 2020)


1



2

9

Espanha (19) (b)

5

5

2

-

11

8

França (22)

2

5

1

1

3

10

Croácia (2)

nd

nd

nd

1

2

2

Itália (19) (c )

7

11

7

3

2

16

Chipre (1)

-

-

-

-

-

-

Letónia (1)

1

1

1

1

1

1

        Lituânia (1) ( 2 em 2020)

1

1

1

1

1

1

Luxemburgo (1)

-

-

-

-

-

-

        Hungria (7) ( 8 em 2020)

3

7

7

6

6

6

Malta (1)

-

-

-

-

-

-

Holanda (12)

-

-

1

1

4

1

Áustria (9)

-

3

1

1

1

-

        Polónia (16) (17 em 2020)

nd

12

10

9

11

8

Portugal (7)

nd

2

1

3

6

6

Roménia (8)

7

7

8

7

7

7

Eslovénia (1)

1

1

-

-

-

-

Eslováquia (4)

-

-

3

2

2

2

Finlândia (5)

-

1

1

1

-

2

Suécia (8)

-

5

3

3

-

-

     G Bretanha (35) (d)

6

10

2

-

1

1

Total UE (252)

46

97

75

73

97

93

(a)    Dados referentes apenas a 4 das 13 regiões gregas que detinham  cerca de 46% da população total

4 – As desigualdades regionais internas

A observação do quadro anterior para um período de 25 anos pode ser complementada com informação sobre todas as regiões de grande degradação demográfica na Europa (2000/2020) e usando as designações das regiões tal como são referidas nos seus países. Procedemos ainda a um cálculo das variações populacionais em 2000/2020.

 

Bulgária

-15,1


Grécia

-0,5

 Severozapaden

-32,7


Attiki

-3,4

Severen tsentralen

-26,7


Dytiki Makedonia

-7,8

Severoiztochen

-9,9


Ipeiros

-1,3

Yugoiztochen

-15,3


Thessalia

-3,3

Yugozapaden

-2,3


Ipeiros

-1,3

Yuzhen tsentralen

-16,5


Peloponnisos

-2,3

Redução populacional (país) 2000/2020

1239 mil


Redução populacional (país) 2000/2020

57 mil

 

Estónia

-5.2


     Irlanda

31,4

Estónia

-5.2


Irlanda

31,4

Redução populacional (país) 2000/2020

72 mil


Aumento populacional (país) 2000/2020

1187 mil

 

França

1.3


Letónia

-19,9

Centre - Val de Loire

-0.5


Letónia

-19,9

Aumento populacional (país) 2000/2020

6775 mil


Redução populacional (país) 2000/2020

474 mil

 

Eslováquia

1.1


Rep Checa

4.1

Západné Slovensko

-2,8


Severozápad

-0,7

Stredné Slovensko

-1,4


Strední Morava

-0.5

Aumento populacional (país) 2000/2020

59 mil


Aumento populacional (país) 2000/2020

416 mil

 

Áustria

11,2


Lituânia

-20,4

Áustria

11,2


Vidurio ir vakaru Lietuvos regionas

-21,6

Aumento populacional (país) 2000/2020

899 mil


Redução populacional (país) 2000/2020

718 mil

 

Alemanha

1.2


Portugal

0,5

Chemnitz (2015/2020)

-2.5


Norte

-2,1

Sachsen-Anhalt

-17.1


Centro

-4,8

Thüringen

-12.9


Alentejo

-9,1

Aumento populacional (país) 2000/2020

1003 mil


Aumento populacional (país) 2000/2020

47 mil

 

Malta

32,4


Chipre

28,6

Malta

32,4


Chipre

28,6

Aumento populacional (país) 2000/2020

126 mil


Aumento populacional (país) 2000/2020

198 mil

 

Luxemburgo

44,4


Países Baixos

3,0

Luxemburgo

44,4


Limburg

-2,1

Aumento populacional (país) 2000/2020

193 mil


Aumento populacional (país)  2000/2020

1544 mil

 

Suécia

16,6


Finlândia

6,9

Mellersta Norrland

-1,0


Pohjois-ja Itä-Suomi

-2,8

Aumento populacional (país) 2000/2020

1466 mil


Aumento populacional (país) 2000/2020

354 mil

 

Eslovénia

5,4


Liechtenstein

19,5

Eslovénia

5,4


Liechtenstein

19,5

Aumento populacional (país) 2000/2020

108 mil


Aumento populacional (país) 2000/2020

6 mil

 

Suíça

20,1


Reino Unido

13,4

Suíça

20,1


Reino Unido

13,4

Aumento populacional (país) 2000/2020

1442 mil


Aumento populacional (país) 2000/2020

7852 mil

 

Polónia

-0,8


Hungria

-0,9

 

Slaskie

-6,4


Közép-Dunántúl

-5,2

 

Zachodniopomorskie

-1,5


Nyugat-Dunántúl

-1,0

 

Lubuskie

-0,7


Dél-Dunántúl

-12,5

 

Dolnoslaskie

-1,8


Észak-Magyarország

-14,3

 

Opolskie

-12,3


Észak-Alföld

-7,8

 

Kujawsko-Pomorskie

-0,9


Dél-Alföld

-11,0

 

Warminsko-Mazurskie

-1,8


Redução  populacional  (país) 2000/2020

452 mil

 

Lódzkie

-1,9




Swietokrzyskie

-2,3




Lubelskie

-1,8


Albânia

-7,0

 

Podlaskie

-1,1


   Veri

-5,1

 

Mazowiecki regionalny

-1,3


   Jug

-6,7

 

Redução populacional (país) 2000/2020

305 mil


 Redução populacional (país) 2000/2020

213 mil

 









 

Itália

4,8

 

 

 

Liguria

-4,0

 

Roménia

-13,9

Molise

-6,9

 

Nord-Vest

-10,6

Campania

-0,1

 

Centru

-12,5

Puglia

-2,0

 

Nord-Est

-16,7

Basilicata

-8,0

 

Sud-Est

-19,0

Calabria

-6,6

 

Sud - Muntenia

-16,4

Sicília

-2,4

 

Sud-Vest Oltenia

-20,5

Sardegna

-1,6

 

Vest

-13,4

Aumento populacional (país) 2000/2020

2718 mil

 

Redução populacional (país) 2000/2020

452 mil

 

Sérvia

-8,0




Region Vojvodine

-1,5


Espanha

17,0

 

Region Sumadije i Zapadne Srbije

-2,5


Asturias

-4,6

 

Region Juzne i Istocne Srbije

-3,0


Castilla y León

-2,9

 

Redução populacional (país) 2000/2020

601 mil


Aumento populacional (país) 2000/2020

 6862 mil

 








 

Noruega

19,9


Islândia

30,5

Noruega

19,5


Islândia

30,5

Aumento populacional (país) 2000/2020

889 mil


Aumento populacional (país) 2000/2020

85 mil

 

Montenegro

3,1


Turquia

24,3

Montenegro

3,1


Agri, Kars, Igdir, Ardahan

-1,5

Aumento populacional (país) 2000/2020

19 mil


Aumento populacional (país) 2000/2020

16266 mil

 

Macedónia do Norte

2,7


Bélgica

12,5

Macedónia do Norte

2,7


Bélgica

12,5

Aumento populacional (país) 2000/2020

55 mil


Aumento populacional (país)    2000/2020

 1283 mil

 

Croácia

-9.8




Jadranska Hrvatska

-1.4


Dinamarca

9.2

 

Kontinentalna Hrvatska

-8.0


Dinamarca

9.2

 

Redução populacional (país) 2000/2020

-440 mil


Aumento populacional (país) 2000/2020

493 mil

 


Os fundos comunitários visam dotar de condições favoráveis os investidores e menos, evitar as vultuosas migrações que se verificam na Europa e que incluem, como elementos geradores de “competitividade” a aceitação de trabalhadores vindos de África, Ásia ou América Latina, com regras discriminatórias, rendimentos menores, tarefas mais penosas e, sempre com a ameaça da expulsão; e, muitos milhares dos que chegam todos os dias à Europa, fazem-no de modo clandestino e, mesmo com risco da própria vida. A pouco humanitária aceitação de “clandestinos” e refugiados, humilhados e perseguidos pela repelente agência do capital chamada Frontex[1] serve apenas para acentuar essa humilhação, a obediência, a precariedade e o baixo custo do trabalho, pois as empresas estabelecidas na Europa precisam forçosamente de ser competitivas, como consta do missal do capitalismo, mormente neoliberal.

 Sobre as desigualdades demográficas no mundo, na Europa e Portugal, veja-se:

 The evolution of wealth in Europe (2000/19)

https://grazia-tanta.blogspot.com/2020/08/a-evolucao-da-riqueza-na-europa-200019.html

https://grazia-tanta.blogspot.com/2020/08/the-evolution-of-wealth-in-europe-200019_6.html?m=1 (english)

 Desigualdades na dinâmica demográfica na Península Ibérica (1990/2019)

https://grazia-tanta.blogspot.com/2020/07/desigualdades-na-dinamica-demografica.html

 Como se consolidam as desigualdades através do tempo

https://grazia-tanta.blogspot.com/2020/02/como-se-consolidam-as-desigualdades.html

https://grazia-tanta.blogspot.com/2020/04/how-inequalities-are-consolidated-over.html (english)

Comércio internacional – quem ganha e quem perde

https://grazia-tanta.blogspot.com/2019/03/comercio-internacional-quem-ganha-e.html

 

Center and peripheries in Europe (3) - Portugal, an Iberian periphery

https://grazia-tanta.blogspot.com/2018/10/centre-and-peripheries-3-portugal.html  (english)

http://grazia-tanta.blogspot.pt/2016/06/centro-e-periferias-3-portugal-uma.html

 

Center and peripheries in Europe (2) - Portugal, a case of peripheral disaster

https://grazia-tanta.blogspot.com/2018/10/center-and-peripheries-in-europe-2.html  (english)

http://grazia-tanta.blogspot.pt/2016/06/centro-e-periferias-3-portugal-uma.html

 Center and peripheries in Europe - The dynamics of inequalities since 1990

https://grazia-tanta.blogspot.com/2018/10/center-and-peripheries-in-europe.html   (english)

http://grazia-tanta.blogspot.pt/2016/04/centro-e-periferias-na-europa-dinamica.html

 Evolution of the world population 1950/2050 - The case of Europe

http://grazia-tanta.blogspot.com/2018/07/evolution-of-world-population-19502050_16.html (english)

https://grazia-tanta.blogspot.pt/2018/05/evolucao-da-populacao-mundial-19502050.html

 Custos do trabalho na Europa – espelho da exploração e das desigualdades

https://grazia-tanta.blogspot.pt/2017/07/custos-do-trabalho-na-europa-espelho-da.html

 Europa, periferias e desastres periféricos

http://grazia-tanta.blogspot.pt/2017/05/europa-periferias-e-desastres.html

 União dos Povos da Europa ou o nacionalismo à solta

http://grazia-tanta.blogspot.pt/2016/09/uniao-dos-povos-da-europa-ou-o.html

https://grazia-tanta.blogspot.pt/2017/08/union-of-european-peoples-or.html  (english)

  

[1] O Frontex é uma versão ampliada do SEF português que, na sequência do assassínio de um imigrante ucraniano, por parte de membros da instituição foi, entretanto dissolvida; mas cujos elementos se irão repartir por outras polícias.

Sem comentários:

Publicar um comentário