sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
O CATACLISMO QUE SE APROXIMA
O CATACLISMO QUE SE APROXIMA
Tendo em conta a difusão do que se chama informação, inclui-se ali o que é despejado sobre as multidões; o produto da apropriação pelos media, que surge, em regra, repleto de disparates e distorções que são sorvidos, mormente pelas televisões. O importante é a continuidade desse despejo, por mais repetitivo, disparatado e idiota que seja a comum produção dos media.
O conflito na Ucrânia vai-se arrastando com a integração cada vez mais clara e poderosa de armamentos vindos de ambos os lados, para gáudio dos produtores; por outro lado, a atual situação no Médio Oriente, determinada pela barbaridade sionista, corresponde a uma interligação entre a manipulação da chamada “informação” e a guerra, com evidentes benefícios para a indústria militar e para os envolvidos na criação de armamentos para as novas gerações.
Pouco importa para as elites políticas se os dirigentes são ineptos, corruptos ou mentirosos. Biden ficará sempre como um inepto, remetido para um canto da História, mesmo que seja mais relevante do que um assassino como Netaniahu; este, que tarda em ser colocado ao nível de outros patifes como Hitler ou, Mussolini.
Os media promovem os produtos televisivos que manipulam e imbecilizam as grandes massas de elementos das classes médias e baixas. Em tempos passados, a informação era tomada como uma benesse para as massas populares, que nela confiavam; hoje, os media caracterizam-se, em grande parte, pelos sensacionalismos mediáticos, alimentando as pugnas entre os partidos políticos, os clubes de futebol e pujantes entidades repletas de corruptos, manipuladores e incapazes.
Os media, estabelecem, apresentam e manipulam os imperativos definidos pelo capital global e, mais especificamente, pelos grandes grupos mediáticos. Por outro lado, pretende-se garantir a segurança das multinacionais, uma função que se cruza e se incorpora com a intervenção da área da defesa, mantendo-se a plebe, espalhada pelo planeta, particularmente atenta às pouco relevantes atitudes de descontentamento e protesto.
Os grandes conglomerados económicos e populacionais, podem ou não, corresponder a conjuntos de poderes nacionais. Assim, entre aqueles aglomerados situam-se a China, a Rússia, a Índia e os EUA, evidenciando-se a UE como uma entidade essencialmente política e económica mas sem prerrogativas de caráter nacional. Essas limitações, pese embora o tempo decorrido desde a fundação da UE, mostram-se evidentes nas diferenças políticas, nas origens históricas, linguísticas e culturais.
Nesse contexto, a UE mantém-se com uma grande heterogeneidade, com um conteúdo claramente economicista, como é típico nas instâncias nacionais, a começar pela diversidade de moedas nacionais.
A globalização do capital apresenta uma situação de grandes diferenças no plano económico e a menorização da grande maioria dos estados nacionais europeus, infiltrados por grandes grupos globais, no seio de um “mercado financeiro” onde os antigos negócios nacionais ficam ultrapassados ou conquistados. Se alguém se recordar das instituições bancárias portuguesas de há uns anos, terá de se conformar com o domínio das instituições estrangeiras.
Nunca o conceito de democracia se apresentou tão vazio e manipulado como nos tempos atuais; a intervenção do poder financeiro mostra um sistema em que o poder político é um biombo onde se articulam elementos das classes políticas nacionais, para a consolidação de um poder relativamente homogéneo, mesmo se a esse poder pertencem elementos nativos, desta ou daquela área territorial. No seio da UE cruzam-se os vários sectores nacionais, a intervenção dos grandes grupos financeiros e dos poderes políticos.
Tempos atrás dizia-se que o capitalismo iria ser suplantado pelo socialismo, não sendo fácil definir o que seja o socialismo, tantas têm sido as suas versões e amálgamas, surgidas de simbioses políticas e económicas. Na realidade, o capitalismo tem um conceito muito claro, baseado no domínio por alguns, da riqueza produzida, com a dotação dos restantes, através de uma redistribuição imensamente desigual do rendimento; e, mais ou menos susceptível de equilibrar as diversas camadas sociais, mantidas mansas, obedientes, ausentes da realidade económica e política.
O domínio ideológico, balança, no âmbito das massas, entre a tolerância promovida pelas classes políticas e pelos media, face ao que é emitido pela mescla que integra as classes políticas, o poder económico e o normativo emanado pelo conjunto do poder global ou, pelas hierarquias emitidas pelos poderes políticos nacionais.
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