quarta-feira, 5 de agosto de 2015

COMPARAÇÃO EMPREGO/DESEMPREGO JUN 15/JUN 14

Os dados hoje mesmo divulgados pelo INE merecem umas breves notas

              ( em milhares)
Jun-14
Jun-15
variação
População total
10394
10343
-51
< 15 anos
1508
1475
-33
> 15 anos
8886
8868
-18
1 - Activa
5244
5201
-43
1.1 - Empregados
4515
4581
66
  a) TCO - trab c/outrem
3595
3723
128
      TCP - trab c/própria
896
836
-60
      Trab familiares
24
22
-2
  b)  Sem termo
2830
2896
66
        Com termo
630
699
69
        Outros
135
128
-7
1.2 - Desempregados
729
620
-109
  a)  1º emprego
89
71
-18
        novo emprego
640
550
-90
 b)  duração < 11 meses
238
223
-15
       > 12 meses
491
397
-94
2 - Inativa (> 15 anos)
3643
3667
24
2.1 - Estudantes
814
848
34
2.2 - Domésticos
426
409
-17
2.3 - Reformados
1666
1694
28
2.4 - Outros
737
716
-21
dos quais, disponíveis que não procuram emprego
257
243
-14
Var. salário médio líquido (€)
817
825
8
                                                           Dados publicados pelo INE   5/8/2015
      
Questões a colocar ao carocho mota soares:

·        A redução da população total será aspeto muito positivo, sobretudo quando mais de um terço da quebra é no número de crianças?

·        A regressão demográfica faz parte do plano genocida traçado pelo capital financeiro em geral ou também parte da redistribuição da população europeia a favor dos países a norte, com o subserviente apoio do governo Passos/Portas?

·        A população ativa decrescente é também algo de positivo? Se a população ativa é a que produz bens e serviços e gera rendimentos, que sentido fará incluir ali os desempregados, potenciais ativos e que são 13 por cada 100 trabalhadores com emprego?  Se a redução do número de desempregados em 109 mil ultrapassa em muito o aumento dos empregados (66 mil), o que aconteceu aos restantes? Morreram? Reformaram-se?  Emigraram? Ou estão em formação, como parece indicar o IEFP? Este instituto refere que os abrangidos em ações de formação no mês de maio, são:      2012 – 245660      2013 – 260318      2014 – 370132     2015 - 392808

·        A grande redução dos trabalhadores por conta própria demonstra a mentira que é a propaganda do “empreendorismo”, tão cantado pelo governo que pretende transformar cada  trabalhador em empresário? Quantos foram empurrados para essa solução que mascara relações de dependência laboral e concluíram ter de desistir, muitos deles já com elevado endividamento?

·        Os trabalhadores com contrato sem termo aumentaram, tanto quanto os contratados a prazo. Os primeiros sabem que poderão ser despedidos facilmente e com poucos direitos e os segundos também, ambicionando apenas a próxima renovação do contrato.

·        O aumento do número de estudantes terá algo a ver com o prolongamento dos estudos na busca de melhores habilitações que conduzam a menor dificuldade de encontrar emprego?

·        O crescimento do número de reformados é baixo, não parecendo afetar a sustentabilidade da Segurança Social tanto como os € 11000 milhões de dívida das empresas à instituição. Nos discursos do governo/PS é exatamente o contrário; usam toda a benevolência com empresários gatunos e perseguem trabalhadores e pequenos empresários (ver aqui http://youtu.be/leMbI6SG4q0  )

·        Continua enorme a massa de trabalhadores sem esperança de encontrar trabalho. Naturalmente na romaria eleitoral próxima surgirão acrescidas desilusões a quem ainda as tenha.

·        Resta acrescentar o crescimento em 1% do salário médio líquido  (cerca de € 8 por mês) que dificilmente compensará os aumentos na alimentação, nas deslocações, nas despesas com escolas, infantários e livros escolares ou no IMI e outras prendas que o corrupto regime vigente nos oferece.

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