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quarta-feira, 8 de maio de 2019

TEXTOS DE CIRCUNSTÂNCIA – 3


 
A - A   CRISE  DO  PAGAMENTO  AOS  PROFESSORES
B - QUERES  UMA  CASA  PARA VIVER?
C – QUANDO  UM  PATETA,  APANHA SOL  NA  CABEÇA, DÁ  NISTO
D - A  ESTÓRIA  DO  “EMBARRILADO”

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A - A CRISE DO PAGAMENTO AOS PROFESSORES

A História parece ir repetir-se…

Em 2008 com o começo da crise financeira o governo Sócrates sentiu-se obrigado a nacionalizar o BPN (o banco do gang Cavaco) e o BPP entrava em bancarrota.

Em março de 2011 a imprensa e a direita animaram um pequeno grupo – Geração à Rasca – a conseguir gigantescas e inconsequentes manifestações contra o governo Sócrates, gerador de um deficit monumental. Em 6 abril, uma reunião de banqueiros decide passar para o Estado a gestão da (sua) crise financeira.

Dias depois, o PEC-4 (plano de estabilidade e convergência, versão 4) é chumbado na AR, Sócrates demite-se e seguem-se eleições de onde resulta o advento da sinistra dupla Passos/Portas, apostada em ir para além da troika; um tombo enorme nas bancadas do PS (que entraram em hibernação) e do BE; e afinal, da grande manifestação de 11/3 resultara

domingo, 24 de fevereiro de 2019

O delírio capitalista e a deriva climática - 2



Sumário:

1 - Katowice rima com aldrabice
2 - O consumo energético no planeta (2007/17)
3 – As capitações de consumo energético
4 - Os futuros Katowices

     Anexo 1 – As várias fontes do consumo energético
     Anexo 2 – A distribuição espacial dos vários tipos de consumo energético 

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1 - Katowice rima com aldrabice

Segundo a Comissão Europeia, no período 1990/2016, no espaço comunitário, a redução de gases com efeito de estufa foi de 22%; mas, o aumento do PIB foi de 54%, ligeiramente acima dos 2% anuais, um ritmo que constitui a meta que se pretende manter até… 2050! A disparidade entre a evolução das emissões e a do PIB é grande e resulta da redução da atividade industrial, na Europa e nos EUA, em paralelo com o fundamental contributo do impacto dos negócios financeiros no PIB, que não estarão, entre as entidades mais agressivas no capítulo ambiental[1]. O gráfico seguinte evidencia, por consequência, que o PIB mundial retomou o seu crescimento acelerado, depois da crise financeira, numa evolução muito mais dinâmica do que o observado para as emissões de CO2 que se mantiveram numa mesma evolução, ascendente e regular, que vem do passado; e que resulta, essencialmente, das áreas não europeias ou norte-americanas, como observaremos com maior detalhe, mais à frente.

                                                                         Fonte: BP Statistical Review of World Energy 2018

De modo mais preciso e para o caso da UE (v. figura abaixo), depois da passagem das emissões de gás de efeito de estufa de 5716.4 M t equivalentes de CO2 em 1990 para 4451.8 M t em 2017 (menos 468 M ton/ano) pretendem-se reduções de … 1935 M ton/ano

domingo, 9 de dezembro de 2018

SEGURANÇA SOCIAL quer encafuar 1500 trabalhadores num edifício repleto de AMIANTO


Há cerca de um ano e meio o Fundo de Estabilização da Segurança Social (uma reserva para o pagamento da pensões) gerido pelo Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS), comprou ao Fundo de Pensões da CGD, por € 50 milhões, um volumoso edifício, em grande parte devoluto, na esquina da Avenida de Berna com a Avenida 5 de Outubro, em Lisboa.


Foi declarada pelo governo a concentração ali dos serviços de atendimento da Segurança Social e outros que vêm ocupando 13 edifícios espalhados pela capital. Tudo parece um arejado acto de gestão mas… algo de criminoso e que vem sendo ocultado, retira-lhe todo o brilho.

Sabe-se que não se pode tocar nas paredes do edifício, com um parafuso que seja, porque foi ali utilizado, na construção, amianto; que, é conhecido, tem propriedades cancerígenas, sobretudo para quem esteja por perto em parte substancial da sua vida. E, claro, ninguém nas lideranças da Segurança Social, mormente do Instituto de Segurança Social (ISS) alguma vez falou no assunto… com desprezo total pela saúde dos trabalhadores que já deveriam ter sido para lá deslocados em junho último; uma data que foi adiada para fevereiro próximo.

Curiosamente, entre as deslocações para o edifício contaminado, consta que o Conselho Diretivo… vá mesmo para lá morar. Num antigo país de marinheiros, os comandantes do navio em perigo, não se separam da tripulação; ou, são demasiado ignorantes para saber o que é o amianto e os danos para a saúde pública que lhe estão subjacentes.
Em outubro de 2010 a CGD vendeu ao Fundo de Pensões da CGD o referido edifício – já esvaziado - por € 251.8 milhões, revelando uma mais-valia de € 103.7 milhões, um valor próximo dos lucros do banco público no primeiro semestre daquele ano. Depois, até recentemente, o edifício continuou desocupado, excepto na parte onde esteve instalada a Caixa Geral de Aposentações, que gere as pensões dos funcionários públicos e, que sempre funcionou na órbita da CGD; para além do próprio Fundo de Pensões da CGD que passou a viver em casa própria.

Em 2017, o mesmo Fundo vende por € 50 milhões um edifício pelo qual pagara € 251.8 M, sete anos antes. Estranho, não?

Numa conjuntura de crescimento dos preços do imobiliário em que qualquer pardieiro passa a habitação para turistas; quando se evidencia a falta de espaços para escritórios na parte central da cidade de Lisboa (veja-se a apetência pelos terrenos da antiga Feira Popular), um edifício projetado por Tomás Taveira e com uma menção honrosa pela sua qualidade arquitetónica deveria, hoje, valer algo mais do que os € 251.8 milhões da transação de 2010, quando se anunciava o fracasso dos planos de austeridade – os célebres PEC que vieram a atapetar a chegada da troika. Porque será, então, que em 2017 o prédio foi vendido pela quinta parte do seu custo em 2010?

Há várias pistas a explorar em tanta estranheza:

·        Será que em 2010, a CGD enganou a sua “sucursal” – o Fundo de Pensões dos trabalhadores do banco público, gerido então por João Eduardo Gamito Faria - com um valor exagerado do imóvel para lhe permitir encontrar uma origem para metade dos lucros semestrais do banco?

·     Nesse caso, os responsáveis de Fundo de Pensões, em 2010, foram verdadeiros imbecis ou foram “comprados” pela administração da CGD, com óbvio prejuízo para os aposentados atuais e futuros do grupo CGD.

·        Se o valor da transação efetuada em 2010 foi o correto, o que aconteceu no edifício para que em sete anos o seu valor corresponda apenas a 1/5 do que foi considerado em 2010? O que aconteceu para tão enorme desvalorização? Como diria Fausto “E assim vai Portugal, uns vão bem e muitos mal”.

Tudo indica que na CGD sempre se soube que o edifício estava contaminado pelo amianto e que não poderia ser vendido no “mercado” pois qualquer avaliador observaria as caraterísticas do edifício e, na sequência, desistiria da compra; ou comprá-lo-ia por um valor desinteressante para a CGD, que obrigaria o banco a registar um vultuoso prejuízo.

Por isso, a CGD procedeu a uma venda contida na sua órbita de gestão – o Fundo de Pensões – transitando o imóvel empestado por um valor muito acima do seu valor comercial, com os futuros prejuízos a cavar fundo nas poupanças dos reformados atuais e futuros da CGD. Um brilhante acto de gestão…da administração de um Faria de Oliveira, afeto ao PSD.

Em 2017 surgiu a solução salvadora, na procura do prejuízo mínimo por parte do Fundo. Uma vez que no mercado imobiliário nunca surgiria um saloio endinheirado que pagasse o valor que o Fundo de Pensões teria no balanço (mais ou menos os tais € 251.8 milhões), haveria de encarar uma venda com prejuízo, como veio a acontecer. Os trabalhadores da CGD, no ativo ou na reforma, viriam a ver desaparecer (€ 251.8-50= € 201.8 milhões) do seu pecúlio contabilizado (mas não real) com a venda do imóvel ao Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), gerido pelo Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social, (IGFCSS) cujo presidente é Manuel Baganha.

Afinal, sempre havia o tal saloio endinheirado – o FEFSS – para adquirir o prédio. E, naturalmente, que a decisão não foi somente do Baganha. Envolveu um Rui Fiolhais, presidente do ISS que logo iniciou os preparativos para se enfiar, ele e mais 1500 trabalhadores, no edifício contaminado e vender ou evacuar os já referidos 13 locais ainda afetos os trabalhadores do ISS. A Secretária de Estado Cláudia Joaquim, que logo exultou com as “reduções em comunicações, serviços de limpeza, segurança, condomínios e manutenção”, ter-se-á esquecido de referir os negócios que, na boa tradição corrupta portuguesa, se irão desenvolver com as vendas dos imóveis devolutos. E claro, nunca referiu o amianto que adorna o requintado edifício e, menos ainda os enormes riscos para a saúde de todos os irão para lá ser encafuados[1]. Como é evidente nada disto é estranho ao ministro Vieira da Silva que assim coloca mais uma nódoa no currículo; propicia uma panóplia de negócios imobiliários em torno dos prédios devolutos, a juntar ao seu envolvimento na Raríssimas; o que foi um fait divers perante a invenção do factor de sustentabilidade, ainda no tempo de Sócrates, que retirou aos trabalhadores portugueses muitos milhares de anos de direitos na reforma.

A gestão pública, na paróquia lusa, em todo o seu esplendor…

Este e outros textos em:



[1]  Dizemos encafuar porque se pensa reproduzir em grandes espaços abertos a lógica das tradicionais salas de aula, com os trabalhadores e suas secretárias dispostos em linhas e colunas com o chefe de frente para controlar a malandragem. Só faltará um retrato, não diremos de Salazar mas do incontinente ex-leitor de contracapas e uma cruz na parede.

domingo, 11 de novembro de 2018

Zaragata na casa da “democracia” e o empobrecimento



Um deputado que se balda não é nada perante o empobrecimento da plebe em curso e o caráter não democrático do regime

1 – A vacuidade habitual

Os insignes representantes da nação precisam de dar o espetáculo conveniente que convença a plebe de que exercem uma função útil – e estão sempre dispostos a tal. É-lhes, assim, exigida, uma prova de vida com uma frequência inaudita, comparada com a que se exige a um reformado que, injustamente (!), só muito espaçadamente é compelido a fornecê-la.

Para o efeito têm uma relação estreita com a imprensa, vocacionada para os fait-divers, necessitada de preencher os espaços mediáticos. Assim, lá surgem as vacuidades e o wrestling verbal, com a forte presença da classe política, todos os dias, à hora da sopa dos bravos lusitanos, que não prescindem de ter um televisor na sala, outro na cozinha, um terceiro no quarto, para além do smartphone de que não se separam sequer, quando se sentam na sanita.

Interrompendo a profunda discussão sobre umas décimas no diáfano PIB, eis que um obscuro deputado do PSD, de nome capristano, samaritano ou algo parecido, teve um(a) colega que lhe picou o ponto, enquanto a tal obscura figura tratava da sua vida, algures fora do pavilhão das aves canoras, dispensando-se assim de participar no espetáculo diário do coro.
Adelino Maltez acha que não deve haver controlo dos deputados uma vez que isso os torna “reduzidos a funcionariozecos”. Bonito nas intenções mas falho no objeto. 

Os deputados são, na realidade, funcionariozecos, que cumprem as ordens do chefe da bancada e, mais acima, do chefe do partido; e que procuram garantir a continuidade de uma vida despreocupada na próxima eleição; e o pagamento extra em algumas deslocações de serviço e senhas de presença, nos muito profícuos inquéritos parlamentares, comissões parlamentares e afins. Os deputados, em geral, inserem-se numa hierarquia rígida, aceitam uma autoridade e, a sua desobediência corresponde a graves problemas de “progressão na carreira” como acontece ao mais humilde funcionário público ao qual se exige que cumpra, quedo e mudo.

Para um funcionário público comum, exige-se a exclusividade, sob pena de sanções. Além do mais, cada pessoa “normal” tem (quando tem) cerca de um mês de férias) e os ilustres deputados têm férias de verão, de natal e eventualmente, de páscoa. Um deputado, para além de uma paga interessante à qual a esmagadora maioria de quem trabalha não tem acesso, há ainda a possibilidade de complementos chorudos através de um segundo emprego, de uma consultadoria a uma empresa privada, mormente nos escritórios de advogados que elaboram muita da legislação saída no Diário da República. Claro, que neste contexto, falar-se de tráfico de influências ou corrupção será… desajustado… E falar-se de “funcionariozecos” nestes casos é, de facto, desajustado; como é curto designá-los por malandrecos, sendo preferíveis os epítetos de parasitas e malandrões.

Entretanto, a coisa assumiu caraterísticas de inusitado (o que, obviamente, não é); e foi isso que permitiu o endosso da batota na picagem do ponto para uma tão prestigiada instituição – a PGR - que irá apreciar tão complicada questão. Admite-se, com algum optimismo que o assunto não aumentará a habitual queixa de falta de meios das instâncias judiciais da paróquia, como acontece com os casos Sócrates, BES, do roubo de Tancos, do conluio de dezenas de militares da Força Aérea, etc.

Os ilustres deputados, além dos candentes assuntos em que se envolvem, para bem da grei, lá vão tratando da vidinha:

a.     No final do ano passado, enquanto a plebe comprava filhoses e bacalhau, chefes dos partidos com ocupantes da AR elaboravam – muito discretamente - fórmulas de aumentar as receitas das suas agremiações; e elas foram, naturalmente, aprovadas, pois o conjunto dos partidos presentes na AR, nos aspetos financeiros funciona num cabal consenso e, em autogestão;

b.     Meses atrás, foi descoberta a malícia de muitos deputados que declaravam residência em local afastado daquele onde efetivamente habitam, uma vez que daí caiam do erário público para os respetivos bolsos, uns bons cobres em subsídios de residência. Enfim, reles truques de mesquinhos “funcionariozecos”, certos da sua impunidade. A falta de ética não sanciona ninguém, na tradição católica portuguesa;

c.     Inchados da relevância que o regime dá ao biombo AR, há uns anos, um grupo de deputados decidiu ir a Sevilha assistir à final de uma competição de futebol e mostraram (ao que parece, em vão) a sua indignação… por lhes terem sido marcadas faltas… num ínvio desrespeito para com tão patriótica iniciativa.

2 – Quem paga a festa?

O actual regime político mantém a AR como um biombo que oculta negócios que empobrecem a maioria e enriquecem uns quantos; que aprova uma enorme carga fiscal para trabalhadores e pensionistas, presenteando empresários manhosos, especuladores imobiliários, vistos gold, com isenções, subsídios (comunitários ou não) e truques fiscais vários.

O binómio constituído pelo conluio entre o empresariato e a classe política faz aprovar na AR, todos os anos, quem paga, de facto, os impostos; e através da distribuição destes mostra-se o caráter cleptocrático e empobrecedor do actual pseudo-democrático regime:

                                                                                        (milhões de euros)

2010
2019 (orç)
Var %
IRS
8937
12905
+44%
IRC
4592
6336
+38%
ISP
2406
3643
+51%
IVA
12146
17499
+44%
Selo
1539
1684
+9%
Taxas e multas
590
1136
+92%
Remuner.  dos empregados
84850
*86241
+1.6%
Remuner. média dos trab. (€)
899
**925
+2.9%
Ganho médio dos trabalh. (€)
1075
**1108
+3.1%
*Dados de 2017     ** Dados de 2016

3 – Regime democrático, a sua construção é premente

O regime dito de democracia de mercado, na realidade nada tem de democrático. E isso, entre outras razões, porque:

a.   Os eleitores votam em listas, preenchidas pelos partidos e não têm ninguém a quem possam apontar como o seu representante para apresentar propostas ou críticas – os eleitos de um distrito[1] pertencem a vários partidos e nenhum desses eleitos pode ser designado individualmente como representante de um cidadão;

b.     As candidaturas a deputado na AR estão vedadas a pessoas singulares. Apenas listas partidárias podem concorrer. O que significa que um eleitor só pode ser candidato – sine qua non - se pertencer a um partido ou tiver o aval de um chefe partidário, que lhe permita a inclusão nessa lista como “independente”[2]. Neste contexto, não se podem candidatar mais de 90% dos eleitores; um exemplo claro de que o povo (demos) não tem o poder (kratos). Isocracia é um vocábulo ignorado;

c.     Como a eleição é grupal, a representação é coletiva e, em regra por quatro anos, está afastada a possibilidade de os eleitores poderem referendar o afastamento de um deputado, por mais mentiroso e nocivo ele seja; enfim, mais um entorse da democracia que vulgarmente se designa por … “representativa”;

d.     Um deputado na AR pode ter um número teoricamente ilimitado de mandatos; apenas depende do superior hierárquico, do chefe do partido. Como se disse no ponto anterior, não há democracia onde não existe a possibilidade de uma votação revogatória. A saúde de uma democracia consiste precisamente no envolvimento do maior número possível de pessoas quer na decisão, quer na representação.

Este e outros textos em:

http://grazia-tanta.blogspot.com/                               
http://www.slideshare.net/durgarrai/documents


[1] A bagunça é tanta que desde 1975 se prevê que “Enquanto as regiões administrativas não estiverem concretamente instituídas, subsistirá a divisão distrital no espaço por elas não abrangido” (artº 291º nº 1 da CRP). Entretanto, foram criadas em 2013 (Lei 75/2013), as Áreas Metropolitanas e as Comunidades Intermunicipais, com gente dos partidos, sem qualquer escrutínio democrático por parte da população. O governo Costa deu seguimento à iniciativa de Passos Coelho ao promover uma burla antidemocrática - “descentralização”- que não passa da infestação do território de competências e mandarins, às ordens e sob controlo do governo, sediado em Lisboa.

[2]  Os independentes, na realidade, habituam-se tanto à boa vida de “funcionariozeco” que rapidamente se incluem no partido promotor como membros de corpo inteiro. A regra é a da obediência, a ausência de iniciativas fora do quadro da disciplina do partido e a de participar no coro de “apoiados”, na gritaria dos que não apoiam uma qualquer afirmação e, eventualmente, como participante em pateadas.